Edição 318 | 2018

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21/06/2018 16:03

Como enfrentar as frustações

Especialistas orientam os pais sobre como ensinar aos filhos a lidar com as emoções evitando traumas na vida adulta


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A frustração pode ser entendida como um sentimento ou emoção, que ocorre quando algo que era esperado não aconteceu. Às vezes gera sensação de incapacidade, tristeza, apatia, raiva, birra, choro, agressão verbal e física.
Segundo o pediatra da Apis Pró-Baby, Fernando Paulo, a criança frustrada, sem apoio e educação, poderá manifestar problemas de relacionamento no trabalho e na vida social. “Devemos estimular a criança a superar, ter perseverança e desenvolver a resiliência, pois, aprender depois, na vida adulta é mais difícil e as dores serão maiores”, garante.

Nada de superproteção
Saber esperar para ser atendido, querer algo e não ganhar, esperar a mãe terminar de assistir seu programa antes de colocar no canal de desenhos, por exemplo, são bons exercícios para as crianças, segundo a psicóloga Yanne Gonçalves, mestre em Psicologia. O problema surge quando os pais tentam evitar qualquer tipo de frustração dos filhos e, assim, não permitem que os pequenos desenvolvam habilidades essenciais para a vida adulta. 
 
“Os pais que tentam evitar as frustações condenam seu filho, sem saber, à infelicidade. Se a criança chora diante do “não” e os pais voltam atrás e oferecem o que ela quer, a oportunidade de aprendizado se perde. E, quanto mais velho seu filho ficar, mais difícil será passar essa lição”, explica Fernando Paulo. “Temos que ensinar aos nossos filhos, desde pequenos, pelas nossas atitudes. Fale com serenidade, pausadamente, olho no olho. Devemos ensinar que os erros e as frustações fazem parte da aprendizagem. Isto gera “segurança” e pessoas “bem resolvidas”, entendendo com naturalidade os seus erros e frustações, assim como das demais pessoas”, completa.            
         
A psicóloga Silvia Álava dá cinco dicas muito úteis que os pais podem aplicar para ensinar as crianças a tolerarem a frustração.
1. Ser um exemplo: O adulto é o modelo que a criança segue. Se os adultos dão mostras de frustração ou se deixam levar pelo enfado quando as coisas não saem como gostariam, as crianças copiarão o seu comportamento.
2. Trabalhar a constância, o esforço e a rotina: para que as crianças aprendam a se esforçar, os pais podem ajudar incentivando-as a praticarem atividades que impliquem em realizar esse esforço, como algum esporte.
3. ‘Não dar bola’: se a criança grita, chora e tem um ataque, os pais têm que aplicar o que os psicólogos chamam de ‘extinção’, ou seja, a criança tem que enxergar que não consegue o seu objetivo com essa atitude.
4. Não dramatizar: Se a criança se equivoca, aceitamos, reconhecemos e ajudamos a consertar o erro.
5. Ensiná-las a esperar: para ensinar uma criança a ser paciente podemos fazer pequenas coisas rotineiras como esperar em situações cotidianas, como não atendê-la imediatamente quando nos chamam ou esperar até que tudo esteja pronto. Iremos aumentando o tempo de espera à medida que a criança cresça e esteja preparada.
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