Edição 317 | 2018

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29/05/2018 14:43

Namora comigo?

Psicóloga dá dicas para um relacionamento saudável

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Iniciar um namoro, sem dúvida, é um dos melhores momentos da vida. Os olhos brilham, o coração acelera, a fala muda. No entanto, fazer as emoções durarem no decorrer dos anos não é tarefa fácil. Conviver com alguém diferente é um exercício de paciência e respeito. “Não há receita para fazer um namoro dar certo, pois cada indivíduo tem uma necessidade diferente. No entanto, quando conseguimos respeitar e reconhecer os nossos limites e os do outro, as chances de viver um relacionamento saudável são maiores”, explica a psicóloga do São Cristóvão Saúde, Aline Melo.

Diálogo
De acordo com Aline, devemos ter pé no chão e entender que em um relacionamento há momentos felizes e outros nem tanto. “Lidar com nossos sentimentos já é difícil, imagine quando envolve os de outra pessoa também. É importante sabermos que todo namoro passa por crises e situações necessárias de serem discutidas, as famosas DRs”, comenta. Contudo, ela deixa claro que há diferenças entre discussões corriqueiras e quando o relacionamento já não está mais fazendo bem para um ou para ambos. “Se há ausência de respeito, de honestidade, críticas constantes, ciúmes excessivo e desconfianças talvez seja o momento de não continuar com a relação”.

Segundo a psicóloga, o ideal de um relacionamento é que um sinta prazer com a companhia do outro e trabalhem juntos o crescimento da relação. É importante praticar o diálogo e evitar a busca pelo par perfeito, aceitando o outro como ele é, sem expectativas, nem frustrações.

Ciúmes
Outro vilão das relações amorosas saudáveis é o ciúme. “É um sentimento comum do ser humano e está voltado ao desejo da exclusividade dos afetos e atenção. Sentir ciúme é normal, porém quando começa a gerar conflitos é importante identificar se há razão para isso. Muitas vezes, pode ser resultado de uma autoestima baixa, o que leva ao medo de perder a pessoa amada”, esclarece a profissional.

Em alguns casos, o ciumento torna-se controlador, checando celular, mensagens, e-mails e redes sociais do parceiro. “Definir e acordar limites para o uso das redes sociais, respeitando as próprias vontades e as da pessoa amada é uma possibilidade para dar mais segurança e diminuir as angústias”, aconselha Aline.

A psicóloga afirma que, apesar de serem tão complexas as relações amorosas, os benefícios ao cérebro e ao corpo são maiores. “Muitos hormônios como a Noradrenalina, Dopamina e Endorfina são ativados no contato com a pessoa amada, refletindo em nosso estado de humor e fazendo com que o enfrentamento dos problemas seja mais leve do que o comum”, finaliza.

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