Edição 316 | 2018

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23/04/2018 13:58 - Atualizado em 23/04/2018 13:59

Síndrome Mão-pé-boca

Conheça os detalhes da doença que tem assustado os pais em Minas Gerais

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Não é difícil ver bebês e crianças com a mão ou os dedos na boca. Isso é comum, especialmente na fase oral (até os dois anos). Contudo, esse hábito, além de prejudicial para o desenvolvimento da arcada dentária, também contribui para a transmissão de bactérias e doenças, dentre elas, a Síndrome Mão-pé-boca (SMPB), comum na infância e rara em adultos.

“É comum, dentro da cultura popular, ouvirmos falar que é bom deixar as crianças criarem anticorpos para melhorar a imunidade e aí entram os palpites das tias, avós e terceiros dizendo que não faz mal a criança lamber um brinquedo não lavado ou colocar a mão na boca para fortalecer o organismo. Isso é mito e falta de higiene”, garante a pediatra e médica de emergência infantil, Priscila Zanotti Stagliorio. Entenda melhor:

O que é?
Conhecido como vírus de Coxsackie ou Coxsackievirus, pertence à família dos enterovirus – presentes no intestino – e é de fácil contágio e perigoso, especialmente em bebês recém-nascidos, podendo infectar as vias respiratórias, pele, unha, olhos, meninge, coração, pâncreas, fígado e bexiga.

Contágio
A transmissão acontece no compartilhamento de objetos e alimentos que tiveram contato com o vírus. Após a contaminação, a incubação pode variar entre um a sete dias para o início dos sintomas, que duram, em média, de cinco a sete dias. É mais comum nas crianças porque, em geral, brincam, vão ao banheiro e esquecem de lavar as mãos ou realizam de maneira superficial.

Sintomas
No início, eles são parecidos com um resfriado, com febre alta, mal-estar, falta de apetite, náuseas e até diarreia. Os gânglios ficam inchados e aparecem bolhas vermelhas com centro esbranquiçado (que provocam dor) na garganta, gengiva, língua, palmas das mãos e nas solas dos pés.

Tratamento
É importante levar a criança para avaliação presencial com o pediatra. Como se trata de uma doença sintomática o médico deve prescrever medicamentos para o alívio dos incômodos provocados pela doença. É importante manter a higiene da criança, dos objetos e dos alimentos para evitar o surto e, também, oferecer bastante líquido (água e sucos naturais) para hidratação, repouso e alimentação leve.

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