Edição 316 | 2018

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23/04/2018 14:32

Escovação caprichada

Mitos e verdades rondam a escovação dentária. Saiba como manter a saúde bucal em dia

Divulgação
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Escovar os dentes é um ato que vai muito além da estética. Um sorriso bonito acompanhado de um hálito fresco transmitem segurança e são considerados um ótimo cartão de visitas, podendo abrir muitas portas. Porém, apesar de parecer um processo simples, existem erros e falsas verdades que envolvem o ato de higienização e acabam comprometendo a saúde bucal.

“Não escovar os dentes da forma correta pode acarretar muitos problemas, como o mau hálito, retração gengival, acúmulo de placa bacteriana, entre outros. Pouco adianta a pessoa realizar a escovação três vezes ao dia se o processo não for feito adequadamente”, afirma a dentista da Caixa Seguradora Odonto, Rosane Menezes Faria.

Foi pensando exatamente sobre a questão, que a especialista listou alguns mitos e verdades sobre a escovação. Confira:

Enxaguantes bucais substituem a escovação
Mito. Os enxaguantes bucais possuem importância dentro do processo de higienização bucal, mas, em hipótese alguma, substituem a escovação. “O enxaguante bucal é um agente auxiliar. Sozinho, sem a escovação e o fio dental, ele praticamente não tem utilidade nenhuma”, afirma Rosane.

A troca de escova deve ser frequente
Verdade. O ideal é trocar a escova a cada três meses. Porém, esse período pode ser maior ou menor, pois depende de fatores como o cuidado e a força dispensada na escovação. “Quando a escova fica velha, as cerdas perdem a eficiência e é necessário um aumento da força na hora de escovar os dentes, o que pode prejudicar a dentição e causar problemas como a gengivite e desgaste dental, por exemplo”, alerta.

A higienização noturna é a mais importante
Verdade. Durante o sono, a salivação diminui e pode ser até interrompida, o que, aliado ao ambiente úmido e com pouca movimentação, causa um aumento considerável da proliferação de bactérias presentes na boca. 

O modelo da escova não possui influência sobre a escovação
Mito. A especialista conta que apesar de poucas pessoas darem importância ao modelo da escova de dente, o mesmo interfere diretamente na eficácia da escovação. “O correto é optar por uma escova com cabeça pequena, arredondada e de cerdas macias, principalmente para quem tem abertura pequena na boca”, explica.

Existe forma correta de escovar os dentes
Verdade. O ideal é que a escova seja apoiada suavemente sobre a superfície dos dentes em um ângulo de 45 graus, com a metade das cerdas recobrindo a superfície dental e a outra metade envolvendo a gengiva. “Sem pressionar a cabeça da escova de forma exagerada, a recomendação é fazer movimentos circulares durante aproximadamente cinco segundos em cada uma das superfícies dos dentes. Outra dica é não se esquecer de escovar a língua e a gengiva, pois o acúmulo de placas nessas regiões pode passar para os dentes”.

É preciso grande quantidade de pasta dental
Mito. Ao contrário do que muitos pensam, colocar bastante creme dental não é um sinônimo de boa higiene. “A quantidade recomendada de pasta de dentes a cada escovação é a correspondente ao tamanho de um grão de ervilha. Quando a pessoa exagera na quantidade de creme dental, a chance de engolir esse excesso aumenta consideravelmente. Quem já passou por tal experiência, sabe que não é nada agradável, além de ser um desperdício de creme dental. Além disso, existe o fato de o indivíduo querer se livrar do excesso de pasta dental, já que, normalmente, ela arde na boca. A ação mecânica da escova é muito mais importante que a ação química das pastas dentais”, conclui.
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