Edição 315 | 2018

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16/03/2018 15:10

Sarcopenia a doença da Terceira Idade

Nutrólogo fala do problema que acomete os idosos, e sua melhor forma de prevenção

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Caracterizada pela perda de massa muscular, emagrecimento e dificuldade inclusive para subir  escadas, a Sarcopenia pode atingir os indivíduos que chegam à Melhor Idade. O termo diz respeito à perda de massa muscular levando, como consequência, à uma diminuição da sua função. O problema decorre do estado de senilidade, ou seja, envelhecimento precoce ou doentio.

De acordo com o nutrólogo do Hospital de Medicina e Cirurgia do Paraná e da Asinelli Clínicas, Máximo Asinelli, “diversos fatores podem estar ligados a esta doença, podendo ser citados os déficits hormonais do envelhecimento, o déficit proteico alimentar, a baixa atividade física além da co-morbidade desencadeada por doenças como Diabetes, Hipotireoidismo, erros do metabolismo, doenças de má absorção e imunológicas, entre outras”, explica. 

Tendência a queda
A doença influencia diretamente na vida cotidiana do idoso, o que implica em uma menor capacidade para a realização de tarefas do dia a dia, “bem como uma menor capacidade de equilíbrio em terrenos acidentados (ruas com desníveis e buracos), causando uma tendência a quedas, o que explicaria a grande quantidade de fratura em idosos. Vale ressaltar que Sarcopenia e Osteoporose são alterações que costumam ocorrer conjuntamente”, alerta Máximo. 

Mudanças na rotina
A prevenção implica em uma melhora da qualidade de vida no decorrer do envelhecimento. “Uma alimentação correta ou uma correção alimentar a base de suplementos proteicos vitaminados, associada à atividade física com exercícios de resistência pode prevenir ou mesmo reverter quadros de Sarcopenia fisiológica”, ressalta.

O nutrólogo conclui que é necessária a prescrição de exercícios adequados para cada indivíduo, que passa por uma análise de seu biotipo, sua dinâmica muscular, sua biomecânica articular e seu estado nutricional, afinal, prevenir a Sarcopenia do envelhecimento significa melhor qualidade de vida. “Quanto maior a força muscular, melhores são os indicadores de saúde, como qualidade de vida, funcionalidade e cognição”, finaliza.
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