Edição 314 | 2018

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09/02/2018 10:30

Contabilidade: você precisa de uma!

Entenda como essas empresas atuam no crescimento dos seus negócios e no auxílio à pessoa física

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Toda empresa, independente de seu porte, precisa do trabalho de um contador. Ele é o profissional que controla meticulosamente o fluxo contábil, indicando como e porque o dinheiro foi investido e como está a saúde financeira de um negócio. Enquanto muitos acreditam que as contabilidades atuam apenas para o pagamento de impostos e a fuga da burocracia por parte dos empresários, bons empreendedores já perceberam que suas funções vão muito além, garantindo a organização da documentação necessária para o bom funcionamento da empresa, registrando os históricos que serão importantes no momento de rever o que foi feito e definir as prioridades futuras e administrando as contas de um empreendimento.

Para a contadora, pós graduada em Marketing com especialização em Gestão de Projetos, Regina Fernandes, “os empreendedores não conseguem identificar preços e vantagens competitivas, não sabem gerenciar o fluxo de caixa e não possuem controle de estoque. Ou seja, negligenciam o trabalho da contabilidade – fazem o mínimo em termos de obrigações legais e fiscais, deixando de buscar orientações com relação à contabilidade gerencial, que são as informações analisadas para tomada de decisões. Muitos empresários em início de atividades abrem mão de serviços contábeis para enxugar gastos. Porém, essa atitude pode gerar muitos transtornos futuros, já que uma má administração do fluxo de caixa e capital de giro – que são falhas que as empresas costumam cometer – podem acarretar o seu fechamento”.

Segundo dados do Sebrae, uma das razões que leva ao fechamento nos dois primeiros anos de micro e pequenas empresas é a falta de preparo em gestão. Esse cenário permanece apesar das mensalidades e valores dos serviços contábeis serem geralmente mais baixos para esse porte de negócio. “Além disso, se a sua empresa ainda está se estruturando e se estabilizando, investir na gestão contábil pode ser uma boa maneira de se organizar melhor e criar uma base mais segura”, enfatiza Regina.
Dentre os benefícios de ter uma empresa de contabilidade ao lado dos seus negócios está:

Maior controle
• Você pode verificar as entradas e saídas de compras mensais com registros sistematizados. Assim terá um maior controle sobre quanto dinheiro sobrará em caixa e como ele poderá ser melhor utilizado.
• Com os dados levantados pela contabilidade, é possível monitorar o estoque, o que poderá ajudá-lo na tomada de decisões sobre qual a melhor forma de incentivar a venda de um produto que está parado, por exemplo.
Ou seja, com controle contábil, é possível estabelecer uma Previsão Orçamentária Anual (Lucros e Perdas), a implantação de controles administrativos para melhores decisões, um PCP (Planejamento e Controle de Produção), etc.

Melhor planejamento
• O empresário pode criar uma planilha de fluxo de caixa, considerando as entradas e saídas, documentadas em banco, definindo também as previsões de novas entradas e as saídas futuras.
• O contador pode fornecer balancetes mensais das atividades da empresa, para que sirva de parâmetro para o planejamento da produção.
• O empresário pode planejar os custos de venda, baseando-se nos meses anteriores.

Ajuda na definição de preços
• As informações fornecidas pelo contador servem de orientação quanto ao preço de venda dos seus produtos – não apenas se baseando na concorrência, mas incluindo os impostos, despesas gerais e margem de lucro ideal. Assim, seus preços sempre estarão atualizados e dentro do esperado pelo mercado.

Para pessoa física
O contador também atua no auxílio à pessoa física, ou seja, aqueles que precisam de ajuda para a administração de seu patrimônio e alocação de recursos de investimento. Mais usual do que esse primeiro caso, é recorrer ao trabalho de uma contabilidade para a declaração do imposto de renda, período que se aproxima e que costuma deixar muita gente de cabelo em pé. Há quem consiga formalizar a declaração sem dificuldade, contudo muitos indivíduos costumam ficar perdidos no momento de preencher a declaração. O principal receio dos contribuintes é cair na temida malha fina e por isso o auxílio de um profissional pode ser a forma mais segura de garantir o envio correto dos dados para a Receita Federal.
“O contribuinte realmente deve se preocupar em não cair na malha fina, pois essa se refere ao processo de verificação de inconsistências da declaração do imposto IRPF, assim, caso o sistema da Receita Federal perceba alguma informação errada, separa a declaração para uma análise mais apurada. E caso perceba erros chama o contribuinte para ajustes ou até mesmo inicia investigações e cobra atrasados e multas”, explica o diretor executivo da Confirp Contabilidade Richard Domingos.
Assim, a malha fina é praticamente uma ‘peneira’ para os processos de declarações que estão com alguma pendência, impossibilitando a sua restituição. “Para evitar a malha fina, é interessante que o contribuinte inicie o quanto antes o processo de elaboração da declaração, pois poderá fazer com mais calma, buscando documentos que faltam e ajustando possíveis inconsistências”, recomenda. Além disso, é importante destacar que aqueles que entregam o material com antecedência recebem sua restituição antes.

Cada centavo
A especialista em contabilidade e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial explica que embora muitos não saibam, a coleta de dados da Receita é extremamente precisa e detalhada. Ou seja, cada centavo deve ser especificado, já que arredondar os dados, para mais ou para menos, pode gerar divergências e ser entendido como tentativa de burlar o sistema. Tanto pessoas físicas quanto bancos, seguradoras, planos de saúde e demais instituições devem tomar esse cuidado, que parece simples, mas é responsável por gerar desentendimentos com o “Leão”.
Atenção aos prazos, organização dos documentos e, claro, conhecimento dos erros mais comuns são fundamentais para que imprevistos sejam evitados.

Motivos para cair na malha fina:
1. Informar despesas médicas diferente dos recibos;
2. Lançar valores e dados na ficha de rendimentos tributáveis diferentes daqueles relacionados nos informes de rendimento;
3. Deixar de informar rendimentos recebidos durante o ano;
4. Deixar de informar os rendimentos dos dependentes;
5. Lançar os mesmos dependentes quando a declaração é feita em separado pelos cônjuges ou companheiros ou informar dependentes sem ter a relação de dependência;
6. A empresa alterar o informe de rendimento e não comunicar o funcionário;
7. Deixar de informar os rendimentos de aluguel recebidos;
8. Informar os rendimentos diferentes dos declarados pelos administradores / imobiliárias;
9. Não lançar na ficha de rendimentos tributáveis, os rendimentos provenientes de resgate de previdências privadas, quando não optantes pela plano regressivo de tributação;
10. Não lançar os valores recebidos de Fundos de Aposentadoria Programada Individual como rendimentos tributáveis, sem direito à parcela isenta;
11. Não lançar a pensão alimentícia recebida;
12. Não preencher a ficha de ganhos de capital no caso de alienações de bens e direitos;
13. Não preencher a ficha de ganhos de renda variável se o contribuinte operou em bolsa de valores;
14. Não relacionar valores de alugueis recebidos de pessoa física na ficha de recebimento de pessoa física;
15. Não abater comissões e despesas relacionadas a alugueis recebidos na ficha de rendimentos recebidos de pessoas físicas.
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