Edição 308 | 2017

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03/08/2017 11:59

Vida após a andropausa

Saiba como identificar o problema e a importância de procurar um médico ao constatar os primeiros sintomas

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A andropausa, ou hipogonadimo Masculino Tardio, é uma redução gradual dos níveis da testosterona, principal hormônio sexual masculino, que acompanha o envelhecimento do homem. “Essa condição pode reduzir significativamente a qualidade de vida, muitas vezes com comprometimento das atividades profissionais e sociais”, comenta o urologista e diretor do Instituto de Urologia e Nefrologia de Rio Claro, Geraldo Faria.

Os hormônios masculinos são produzidos, em sua maioria, nos testículos e uma pequena porção nas glândulas supra-renais. A produção com êxito está invariavelmente ligada a integridade do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, sistema que integra o hipotálamo e a glândula hipófise no cérebro e as gônadas.

Os sintomas característicos desse distúrbio são falta de energia, dificuldades de ereção, diminuição do desejo sexual, alteração de humor, diminuição de massa magra, perda de pelos, distúrbios de sono e aumento de gordura abdominal. A prevalência desta disfunção aumenta a partir dos 60 anos, chegando a acometer de 10 a 30% dos homens até os 79 anos. Com a maior expectativa de vida da população brasileira, o problema tornou-se mais prevalente.

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, em parceria com a empresa líder global em saúde Eli Lilly, concluiu que quanto mais velhos os homens, menores são as preocupações com sintomas decorrentes do avanço da idade. Dados do estudo que entrevistou 855 homens com mais de 40 anos em todo Brasil em 2015, 52% dos brasileiros entre 40 e 49 anos demonstram ter alto nível de preocupação com a andropausa. Já entre os homens com mais de 60 anos, 47% se dizem pouco preocupados com essa deficiência, apesar de 27% reconhecerem em si mesmos de três a quatro sintomas do problema.

Tratamento e prevenção
A recomendação é que checkups preventivos sejam feitos periodicamente e, caso algum dos sintomas seja notado, é aconselhável que o homem procure um urologista ou endocrinologista para o diagnóstico, que pode ser feito por meio de um exame de sangue, oferecendo a possibilidade de acesso a um tratamento adequado. Em alguns casos, que devem ser avaliados apenas pelos médicos especialistas, a reposição hormonal pode ser uma opção, mas ela não deve ser vista como o resgate da juventude para o paciente masculino. De forma criteriosa, a reposição com testosterona tem sua eficácia analisada por meio de exames de sangue de controle e exames para observar efeitos adversos, que devem receber um rigor total do médico urologista responsável.



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