Edição 305 | 2017

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03/05/2017 14:55 - Atualizado em 03/05/2017 15:06

Mães da nova geração

Carreira, tempo de qualidade com os filhos e afazeres domésticos. Como as mães dessa geração conciliam a tripla jornada e ainda lutam pela igualdade de direitos

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As mulheres da sociedade atual têm conquistado seu espaço em várias esferas da vida através de capacitação, paciência e agilidade. Ainda falta muito para alcançarem a posição de igualdade com o sexo masculino e combaterem o machismo tão intrínseco em nossa sociedade. Antigamente era conhecida apenas como a mãe, a dona de casa e a esposa, mas hoje divide funções no mercado de trabalho, é empreendedora e nem por isso deixa de ser uma imprescindível figura materna.
De acordo com a psicóloga Carla Ribeiro, no espaço que a mulher vem conquistando em posição de liderança, principalmente em empresas, se vê ainda um corpo feminino pequeno que batalha bastante para estar ali, defendendo com muita garra o seu gênero. “O desafio da mulher ainda é exercer funções que os homem achavam que só eles poderiam fazer, por alguma razão ou tradição, e elas acabaram chegando a esse mercado de trabalho capacitando-se o suficiente para ocupar esses cargos antes masculinos”, diz.
Baseadas nas experiências que criam todos os dias, as ‘novas mães’ também conseguem, através de exemplos práticos, ensinar aos filhos a importância do seu trabalho e da posição que ocupam hoje na sociedade. Se antes elas ficavam em casa e eram responsáveis pela educação das crianças e pelos cuidados com o lar e o marido, hoje, podem ensinar sobre a importância da divisão de tarefas para construir um futuro onde os meninos entendam que têm sua parte nos afazeres do lar e que as meninas não tenham medo de mostrar seus talentos e explorar seu potencial.

Especialização
Baseada na experiência de 20 anos em consultório clínico, a profissional afirma que a mulher prioriza o estudo mais do que os homens. “Os homens têm buscado se atualizar, mas as mulheres sabem que para mostrar sua importância no meio profissional, precisam conhecer a fundo, detalhadamente, cada situação, cada profissão, para que venha a exercê-la com competência, e não só aprender na prática”, aponta Carla. Com isso as mulheres têm conquistado o seu espaço com base acadêmica, de uma forma bastante consolidada.
A mulher de antigamente era ligada diretamente aos cuidados da casa e da família, tendo em vista atividades que não exigissem complexidade, criatividade ou inovação. No entanto, para Carla, a mulher começou a ver que ela também tem esse perfil empreendedor e está ciente de que pode entrar nesse mercado para competir. “O papel da mulher hoje mudou bastante no mercado de trabalho. Ela tem entrado gradativamente, ganhando espaço e respeito, cumprindo essa missão com qualidade e eficiência. A mulher acredita que a presença do homem é importante e deve ser respeitada tanto quanto a sua posição”, enfatiza.
Algumas mulheres ainda sentem-se inseguras com o mundo corporativo por diversos fatores. Segundo a psicóloga, “quem sabe nesses casos falte um pouco mais de autoconfiança, conhecimento, para que possam mostrar tudo que sabem fazer, com qualidade e competência”. Hoje em dia, mesmo com o papel da mulher já consolidado como profissional, ainda falta um ambiente de trabalho preparado para recebê-la. “Falta também olhar não para a figura feminina, mas para o que ela traz de bagagem, de experiência, de conteúdo, do que ela faz melhor. Então, a mulher está levando para o mercado o que estudou e aprendeu”, pontua Carla.

Carreira X filhos
Além do trabalho, a mulher das últimas gerações tem buscado expandir seu conhecimento por meio de cursos e graduações, o que diminui o tempo livre para planejar uma gravidez, por exemplo. “Pela experiência que tenho como psicóloga, muitas mulheres atualmente priorizaram a carreira. Elas são estimuladas a estudar e se qualificar desde cedo. Então, o sonho da maternidade acaba sendo adiado”.
Apesar de desejar o crescimento profissional, uma boa carreira, condições financeiras melhores, viagens e outros milhares de sonhos, a mulher ainda passa pelo sentimento da culpa e impotência quando precisa deixar os seus filhos na creche, com uma babá ou até mesmo alguém de confiança da família. “O que diminui esse estresse feminino é a ajuda do parceiro, pois, assim, essa mulher consegue lidar melhor com esse sentimento que está deixando seu filho fragilizado. Esses momentos são importantes para ela e o companheiro, e também para a criança. São coisas que os menores também precisam passar para entender que essa mãe não poderá estar com eles durante 24 horas do dia”, conclui Carla.
Passar tempo de qualidade com os filhos é prioridade, já que o período em que ficam com as crianças diminuiu e foi absorvido, em parte, pela carga horária exigida pelo mercado de trabalho.
Às vezes, a jornada dupla ou tripla que enfrentam quando chegam em casa e, muitas vezes, não têm o apoio do parceiro, pode dificultar os momentos de prazer ao lado das crianças.
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Dia das Mães: o surgimento
A mais antiga comemoração do Dia das Mães que se tem conhecimento foi feita na Grécia, onde a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada pela ativista Ann Maria Reeves Jarvis, que fundou em 1858 os Mothers Days Works Clubs com o objetivo de diminuir a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores. Sua filha, a metodista Anna Jarvis, ficou reconhecida como idealizadora do Dia das Mães na sua forma atual, quando, em 12 de maio de 1907, dois anos após a morte de sua mãe, criou um memorial à sua mãe e iniciou uma campanha para que o Dia das Mães fosse feriado.
No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas, a pedido das feministas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, oficializou a data no segundo domingo de maio. A iniciativa fazia parte da estratégia das feministas de valorizar a importância das mulheres na sociedade, animadas com as perspectivas que se abriram a partir da conquista do direito de votar, em fevereiro do mesmo ano. Em Portugal, o Dia da Mãe é comemorado no primeiro domingo de Maio, seguindo a tradição da Igreja Católica que neste mês celebra Santa Maria, Mãe de Jesus (em particular Nossa Senhora de Fátima), embora durante muitos anos tivesse sido comemorado no dia 8 de Dezembro, dia da Nossa Senhora da Conceição.

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