Edição 267 | 2014

Home/ Revista/ Edição 267/ Festas


Clique para ver a versão impressa [+]
12/02/2014 13:36 - Atualizado em 12/02/2014 13:38

Receba bem em casa

Especialistas explicam como ser um bom anfitrião e fazer eventos perfeitos no aconchego do lar


Recepcionar amigos, parentes ou colegas de trabalho em casa não é tarefa fácil. Deixar que seus convidados entrem no seu lar e recebê-los com elegância e sem ‘pagar micos’ é desafiador até mesmo para quem está acostumado com jantares sociais e festas de família.

É preciso mais que paciência e boa comida. Afinal, o planejamento é essencial para qualquer evento de sucesso. “Não importa se você deseja organizar um almocinho em família ou um casamento, planejamento é palavra de ordem para conseguir serviços melhores e mais baratos. Tire proveito da antecedência para conseguir barganhas com fornecedores. Ou mesmo aquele desconto que faz a diferença, após pesquisar empresas similares e comparar preços. Poupar dinheiro não é o único motivo para que as pessoas se organizem de antemão. Consultar amigos e checar condições de higiene, prazos de entrega e procedência de alimentos é fundamental para evitar dores de cabeça”, garantem as proprietárias da Agência Innovation – que há 15 anos realiza os eventos mais glamourosos e desafiadores para empresas como Electrolux e Alpargatas, Gisela Prochaska e Deborah Paulino.

É hora de contratar ajuda
Outros pontos devem ser levados em consideração nessa fase: o tamanho da festa, horário, local e quantidade de convidados. Depois, o que e como será servido, a limpeza e o entretenimento. “Se o seu jantar ou almoço em família passar de 10 pessoas, é aconselhável contratar um bufê que já vem com equipe de cozinha, garçons ou copeiras. Ter uma equipe, além de essencial para que o anfitrião se dedique totalmente a receber, pode ser um coringa para delimitar cômodos da casa, quando eles ficam localizados próximos à área íntima. Desta forma, os convidados permanecerão concentrados onde há comida e bebida sendo servidas”, sugerem as empresárias.

Em reuniões pequenas, abandonar parentes no melhor da conversa para lavar a louça chega a ser deselegante. Além de o serviço de aluguel de louças ser garantia de que não faltarão copos nem talheres, tenha na manga aquela diarista do coração para servir e deixar a pia sob controle. E não se esqueça de agendar o retorno no dia seguinte, para uma faxina caprichada, enquanto você curte a ressaca.

A lista de convidados na era digital
Quantas pessoas e como convidar é geralmente uma das grandes questões do anfitrião. Na era do Facebook, criar eventos é muito prático. Porém, dada a informalidade das redes sociais, a tendência é passar batido e muitas confirmações não corresponderem a realidade dos que comparecem na “hora H”. Para evitar problemas, Gisela e Deborah são unânimes: e-mail enviado com prioridade e sinalizando leitura não está démodé nem é privilégio do ambiente corporativo. “Para facilitar, coloque a palavra ‘convite’ no título, reforçando a importância da mensagem. E telefone até quatro dias antes para saber se aquele amigo distraído virá mesmo”, recomendam.

Comer, comer...
Comida e bebida andam lado a lado com diversão, mas na hora da escolha do cardápio algumas dúvidas podem amedrontar os iniciantes: o que eu vou servir no primeiro almoço para impressionar a minha sogra? Meu marido fará um jantar para parceiros comerciais, o que eu faço se eles não comem carne? Situações que envolvem o “convidado misterioso” pedem opções equilibradas e universais. Fuja dos crus e da famosa maionese.

Opte por um coquetel, que deixará gradualmente as pessoas mais à vontade. 

Sucesso à prova de micos
Em um universo perfeito, o anfitrião nunca se esquece de nada e tudo funciona às mil maravilhas. Mas até mesmo experts enfrentam grandes dilemas. Confira algumas situações para afugentar a famosa “Lei de Murphy”:

*A comida acabou – mais comum do que se imagina, isso pode acontecer. Aquelas 10 pessoas que não confirmaram resolveram aparecer? Seu prato principal esturricou? Se antecipe à tragédia recrutando discretamente seus entes queridos e aquela amigona para correr à rotisserie ou recorrer ao delivery do restaurante mais próximo, enquanto você estica o coquetel. Se o problema for com a sobremesa, padarias ou docerias finas resolvem rapidinho. 

*A família é grande e a verba pequena – quando estiver entre o dilema de cortar convidados ou contratar mais copeiros, opte por alternativas econômicas, como o finger food. Além de ser prático e moderno, incentiva pessoas a circularem pelo espaço e interagirem entre si.  Casado com uma bancada self-service, poupa gastos extras com garçons e não faz feio.

*Sem climão – jantar formal em casa não é sinônimo de clima de velório. Para criar ambientes agradáveis sem cometer gafes musicais, Gisela e Deborah lançam mão de um segredinho: música instrumental, lounge music e MPB com os clássicos sempre deixam o evento elegante. Mas se sua festa for um encontro de família e amigos com gostos muito distintos, ninguém precisa brigar pelo domínio do sistema de som. Contratar um DJ, além de prático, pode ser a solução para congregar diferentes gostos.

*Muro de Berlim – Divórcios? Briga de irmãos? Para evitar a ‘saia justa’ daqueles que não se falam Gisela alerta para o famoso bom senso. Em ocasiões em que se reúnem 30, 50 pessoas, demarque a mesa da discórdia o mais distante possível uma da outra. Já em encontros íntimos, o melhor a fazer é alternar os convites.

*Sem desconfiômetro – Sua verba é apertada e há convidados que não se contentam só com um acompanhante? Gisela explica que convites são, em geral, individuais. E que não há nada de errado informar “convite válido para duas pessoas”.