Edição 267 | 2014

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12/02/2014 09:49 - Atualizado em 12/02/2014 09:49

Tacada certeira

Prática do críquete ganha espaço entre os brasileiros


Pouco praticado no Brasil, o críquete surgiu por volta do século XVI, na Inglaterra, e hoje é admirado não só em seu país de origem, mas também na África do Sul, Índia, Austrália, Paquistão e Sri Lanka.

Aqui, o esporte foi apresentado pelos ingleses no final do século XIX, porém só se fortaleceu após a criação da ABC - Associação Brasileira de Cricket, em 2001. Hoje, há equipes no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Brasília e Minas Gerais.

Além de se responsabilizar pela equipe nacional, organizar campeonatos e manter relações com associações em outros países, um dos principais objetivos da ABC, é divulgar o esporte para conseguir atletas brasileiros, já que grande parte das equipes conta com jogadores estrangeiros.
O esporte não é apenas masculino, as mulheres também marcam território e têm lugar na Seleção Feminina de Críquete, as Calangas do Brasil ficaram em segundo lugar no Campeonato Sul Americano, realizado em fevereiro do ano passado.

Em campo
Para os leigos, o jogo pode parecer um pouco complexo e cheio de regras. Segundo o jogador, Greigor Caisley, uma partida de alto nível pode durar dias, mas no Brasil o comum são partidas de três a oito horas.

Para jogar é preciso: taco, conhecido como bat; bola, que é feita de cortiça e couro, pesa 156 g e pode atingir 120 km; capacete; pads (caneleira que vai até acima do joelho) e luvas para segurar o bat. Com esses equipamentos você já está preparado para entrar em campo e arremessar algumas bolas.

O ideal para a prática da modalidade é um campo oval, mas pode ser jogado em um lugar amplo. As principais movimentações acontecem no centro desse campo, em uma faixa retangular chamada pitch.

O jogo é composto por duas equipes com 11 jogadores cada, o objetivo é atacar e defender e cada boleador (arremessador), tem seis arremessos, chamados over, e precisa acertar as “casinhas”, ou seja, o wicket; ao derrubar os bails (pedaços de madeira que ficam no wicket) elimina um arremessador e assim, marca ponto. 

Os batedores têm como missão rebater a bola usando o taco. Se ela for longe, os batedores trocam de posição e batem os tacos quando se encontram, essa sequência se repete até que o time adversário pegue a bola. Depois as situações se invertem e o time que estava arremessando passa a rebater.

Pratique
Caisley pratica o esporte desde criança e costuma treinar no Clube Atlético São Paulo. Os treinos acontecem uma vez por mês. Com a intenção de ampliar o esporte, a Associação de Críquete ajuda os iniciantes. “No início nós fornecemos os equipamentos e cobramos apenas o aluguel do campo”, finaliza o jogador.

Associação Brasileira de Cricket
www.brasilcricket.org