Edição 260 | 2013

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05/07/2013 12:06

Tecnologia de alta velocidade

Saiba como funciona o 4G e descubra se vale a pena fazer a troca do 3G pelo novo recurso

Já é possível notar a empolgação dos usuários pelas novidades do serviço da 4ª geração de tecnologias de telefonia (4G), recém-chegado no Brasil. O seu principal diferencial é a velocidade, capaz de atingir uma estimativa 10 vezes maior do que o 3G.

“Se fosse assistir um vídeo de cinco minutos em HD, para fazer o download no 3G levaria algumas horas, enquanto no 4G apenas poucos minutos”, exemplifica a editor-at-large do Grupo Now Digital, Cristina De Luca.

Com a chegada do recurso, a oferta de produtos e serviços para a classe A e consequentemente para as classes C e D aumentam, pois com o baixo custo do 3G, eles conhecerão os benefícios dessa tecnologia. “Incluir um número maior de brasileiros, que ainda utilizam cyber cafés, lan houses, ou mesmo planos de banda larga populares para se conectar a internet, nesse serviço digital, vai acontecer a longo prazo”, enfatiza ela.

Internet para todos
De acordo com a especialista, no início, teremos uma tecnologia com alto custo e cobertura limitada. “Ela não está disponível em muitos locais no Brasil, mesmo nas cidades que estão recebendo o 4G. Existem lugares em São Paulo que o 3G não tem boa cobertura, como alguns bairros da Zona Sul, e com o 4G acontecerá o mesmo, às vezes um pouco pior nesse início. Porém, quem circula por áreas nas quais a cobertura será alta, ou trabalha com comunicação de dados, como desenvolvedores de aplicativos para celular que necessitam de velocidade, ou mesmo vendedores que precisam fazer demonstrações de determinados produtos através dos tablets, será um ótimo recurso”, alega Cristina.

Em relação à Copa do Mundo e às Olimpíadas, é preciso explicar que o Brasil tem uma frequência para o 4G diferente de outros países. “Escolhemos uma igual a de alguns países da Europa e Ásia e o lado bom é que os turistas poderão se beneficiar com uma boa velocidade para assistir e rever os gols. Muitas operadoras já fazem isso no Brasileirão e talvez a FIFA tenha esse recurso, de passar o lance do gol que acabou de acontecer no celular.

Mas, as pessoas que vêm dos Estados Unidos, Itália e alguns países europeus, por exemplo, que não usam a mesma frequência que a nossa, terão dificuldade em se beneficiar e precisarão comprar um chip 4G para utilizar.

Sem afobação
Quem está sendo bem atendido pelo 3G, indivíduos que apenas publicam fotos e de vez em quando assistem vídeos, ou usam o Wi-Fi em casa ou no trabalho constantemente, não precisam fazer a troca com tanta rapidez. “Até porque você começa a se entusiasmar com a velocidade e pode se esquecer que está consumindo dados e que isso vai gerar custo”, pontua.

Cristina aponta que toda nova tecnologia tem uma curva de amadurecimento, e a tendência é o preço cair, por isso é bom esperar um pouco, se o consumidor está bem amparado pelo 3G.

Período de adaptação
Existem muitas reclamações de valores e poucos aparelhos disponíveis para o 4G, no total são 12 equipamentos aptos a receber a tecnologia. Os usuários da Apple, que tem o Iphone, não poderão ter acesso a ele até que o Brasil disponibilize a frequência compatível. “A estimativa é que em 2014 ou início de 2015 isso se resolva. A frequência do 4G que utilizamos é de 2,5 GHz. Por isso, quem comprar um equipamento no exterior, celular ou tablet, deverá verificar se é compatível. Os Estados Unidos operam em 700 MHz, como a frequência do Iphone 5, que não funcionaria para o 4G do Brasil. Como temos a TV analógica utilizando a frequência de 700 MHz, não podemos utilizar e correr o risco de congestionar. O que se pretende é avançar com a TV digital para liberar os 700 MHz para as telefonias explorarem, mas a previsão é que apenas em 2015 isso ocorra”, ressalta.

A dica é olhar a frequência do aparelho, que vem descrita no manual. “O Brasil optou pela mesma usada na Ásia, uma das primeiras a migrar para o 4G”, finaliza Cristina.