Edição 256 | 2013

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06/03/2013 12:27

Beleza em risco

Consumo de bebida alcoólica pode danificar as células, refletindo diretamente no viço e na saúde da pele


Em uma festa ou balada com os amigos, lá estão elas, as bebidas alcoólicas, que podem fazer muitos ultrapassarem o limite do bom senso na hora do consumo. Mas, quando essa atitude é frequente, além de prejudicial ao organismo, exagerar no vinho, caipirinha ou margarita significa arcar com consequências também para a sua beleza.
Segundo a cosmetóloga e diretora técnica da Medicatriz Dermocosméticos, Sheila Gonçalves, o consumo de álcool etílico, o tipo mais comum contido nas bebidas, pode tirar o brilho e a beleza da pele, provocar o surgimento de doenças nas unhas, entre outros malefícios.

Sentindo na pele
A especialista assegura que a bebida alcoólica é um ‘veneno’ para quem busca retardar o surgimento dos sinais de envelhecimento. “Mesmo que o consumo seja pequeno, o álcool é um agente dilatador dos vasos sanguíneos, o que provoca alterações nas células da pele, causando, além do envelhecimento precoce, Dermatite Seborreica, aumento da incidência de caspa e do tamanho da glândula sebácea, resultando em mais oleosidade na face, unhas fracas e com manchas brancas, vermelhidão facial e desidratação, que pode levar a descamação, principalmente nos cotovelos e joelhos, além de Psoríase”, alerta.

Os efeitos podem ser agravados em caso de mulheres mais suscetíveis ao álcool. “Como ele é responsável por vários tipos de alterações cutâneas, se a mulher fizer uso durante os tratamentos de beleza, esses podem perder a potência e os resultados serem muito menores do que o esperado”, diz Sheila.

O álcool se mistura com a água do corpo e, como as mulheres possuem proporcionalmente menos água do que os homens, a concentração e os efeitos da bebida são maiores. “Portanto, não recomendo perder tempo e dinheiro na clínica de estética e na utilização de cosméticos se a mulher colocar tudo a perder num copo de bebida”, alerta a profissional.
 


Álcool nunca mais
Os efeitos podem ser amenizados, desde que o consumo de álcool passe a ficar de fora da lista de bebidas preferidas. “O ideal é trocar a cerveja por chá, por exemplo. É uma bebida estimulante, refrescante e praticamente sem calorias, se tomada pura. Além das substâncias antioxidantes, o chá contém bioflavonóides, que podem reduzir o risco de Câncer, doenças do coração e derrames. Os chás, em geral, ajudam a reduzir a oleosidade da pele, auxiliam na cicatrização e combatem o envelhecimento”, observa a cosmetóloga.

Mas, se não for possível acabar com o consumo, ela recomenda que seja ingerida a bebida com menos teor alcoólico, a cerveja, que tem 5% de concentração, ficando atrás do vinho, com 12% e dos destilados, com 40%.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, contudo, mostram um cenário adverso. Enquanto em 2006, 8,2% das mulheres entrevistadas admitiram exagerar no álcool, em 2010 esse número pulou para 10,06%. Uma dose-padrão de bebida alcoólica (350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 50 ml de destilado) contém, aproximadamente, 10-14 g de álcool puro.