Edição 240 | Novembro/11

Home/ Revista/ Edição 240/ Educação/ Como educar a geração Z?


Clique para ver a versão impressa [+]
01/11/2011 11:02

Como educar a geração Z?

Tornar as aulas mais atrativas para os ‘novos’ jovens é o grande desafio para os professores



Nascidos entre meados dos anos 90 até o começo desta década, os jovens da geração Z ou ‘nativos digitais’, como são conhecidos, pertencem a um grupo que costuma ‘zapear’ (o que gerou o termo) entre a comunicação e a tecnologia com facilidade.

Essa ‘galera’, que não sabe o que é viver sem internet, é mais antenada, possui um comportamento diferente e conduz as ferramentas de forma peculiar. Porém, atrair o interesse dessa geração para os estudos tornou-se um dos principais desafios para os educadores.

Acostumados a receber inúmeras informações em um curto espaço de tempo, os estudantes têm em mãos uma ferramenta poderosa de conhecimento. “Eles optam por realizar múltiplas tarefas, processar mais de uma informação por vez e acessar aleatoriamente essas notícias. O progresso dos meios de comunicação aproximou as pessoas e contribuiu para o desenvolvimento científico. Portanto, ora eles são heróis facilitando a vida de muitos, ora são vilões, tornando os indivíduos prisioneiros e incapazes de viver sem eles. O aluno precisa entender as produções culturais e tecnológicas da sua época para ser um cidadão informado, crítico, posicionado, capaz de expressar suas opiniões, seus sentimentos, suas discordâncias e de ouvir seus parceiros e interlocutores”, destaca o professor e consultor educacional em empresas e instituições de ensino, Carlos W. Dorlass.

Interatividade
Para o professor da Universidade Federal Fluminense, Adilson Ca-bral, é necessário entrar no ambiente virtual para dialogar com esse público. “É onde ele está imerso, envolto no fluxo informacional e diante dos desafios que se colocam como o vestibular e o mercado de trabalho. São colocados à prova sem ter uma capacitação adequada para enfrentar as contendas que ainda são trabalhadas por um distanciamento geracional muito grande. Estamos em fase de transição, tentando adequar modelos de perguntas e respostas”.

Carla Pacheco Falcão explica que o conhecimento é limitado. “Boa parte deles não sabe sequer fazer uma pesquisa. Antigamente usávamos livros como fontes para os trabalhos, e, hoje, são encontrados na internet. Mas se você não souber o que é certo e errado pode cair no ‘conto do vigário’, pois a internet tem muito conteúdo ruim também. Se o aluno não tiver uma base teórica, não adianta saber consultar”, opina.

Outro problema são os tais ‘Control C e Control V’, nada adorados pelos professores, porém muito utilizados pelos jovens. “Eles copiam muitas vezes sem ler o conteúdo e acabam não adquirindo o conhecimento que foi proposto. Conversando com outros coordenadores, chegamos à conclusão de que esse é um problema dessa geração”, diz.

Leitura gratuita
A Universia Brasil disponibiliza um guia com 120 livros acadêmicos para download gratuito, fornecidos pela UNESP, por meio da Editora Cultura Acadêmica. As obras são voltadas para estudantes de graduação e pós-graduação.
www.universia.com.br.