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Uma vida de lutas pelo Belém

Publicada em : 27/06/2011

Bairro comemora 112 anos e revela a história de um ilustre morador

Trabalho, suor e muito amor pelo Belenzinho, como ele chamava carinhosamente o bairro, são as forças que moveram o comerciante Manoel Pitta a dedicar sua vida para conquistar melhorias ao local. Falecido em 16 de março de 2011, a Revista IN conta sua história, e presta a ele uma homenagem póstuma.



Tradição de gerações
O sapateiro Luiz Pitta saiu de Coimbra, Portugal, e chegou ao Brasil em 1910, onde criou os filhos: Manoel, o caçula; Basílio; José e Júlio. Em 1923, abriu uma fábrica de calçados em um terreno na esquina da atual R. Herval com a R. Silva Jardim. No início da década de 40, após o falecimento de Luiz, Júlio assumiu os negócios até o irmão mais novo atingir a maioridade.
Eduardo Pitta, único herdeiro de Manoel, conta que nessa época seu pai só queria ‘farra’, mas seu tio insistiu para que assumisse a loja. “Nesse ínterim ele começou a gostar de política e tornou-se presidente da SAB - Sociedade Amigos do Belém, cargo que ocupou por 35 anos”.
A honestidade foi um dos valores que Manoel deixou para o filho. “Ele gostava da política, mas não usufruía dela. Com ela, conquistou amigos e benefícios para o bairro. Vai ser difícil encontrar alguém que se dedicou tanto ao Belém quanto ele”, emociona-se.
Segundo Eduardo, além do comércio e da política, Manoel mantinha outras três paixões: a esposa Helena Raquel, as duas netas e o Corinthians, clube do qual chegou a ser conselheiro.

                    
A Flor do Belém tornou-se Calçados Pitta, demonstrando a tradição da família

Alegrias e vitórias
O primeiro tesoureiro da SAB, Aldo Sasnaukas, conta que Pitta era uma memória viva do Belenzinho, pois foi procurado por estudantes, imprensa, políticos e historiadores que necessitavam de informações sobre a região. “Ele tinha a loja de sapatos e, nos fundos, um escritório, onde recebia os amigos mais íntimos”, afirma o segundo tesoureiro da SAB, Miguel Felicio de Albuquerque.
Entre suas conquistas, o vice-presidente do Conseg - Conselho Comunitário de Segurança do Belém, Norberto Mensório, exemplifica a criação do Dia do Belém, a mudança de nome de Sesc Tatuapé para Sesc Belenzinho, os passeios ciclísticos, a instalação da Base Comunitária do Belém, solicitações feitas junto aos órgãos responsáveis por melhorias para o bairro e a criação do Parque Estadual do Belém, que está em fase de construção, no lugar da antiga Febem Tatuapé, onde hoje funciona a Etec Parque do Belém, atendendo a 3900 alunos. “O Pitta estava na inauguração do Viaduto Guadalajara, das avenidas Radial Leste e Salim Farah Maluf e do Metrô Belém. Ele fez a diferença pelas suas realizações, atitudes e perseverança”, conclui Mensório. 

Fonte:Revista IN