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Saudosa Vila

Publicada em : 01/11/2011

Vila Matilde completa 89 anos


Adriano (filho), Fabiano (filho), Odair (marido), Neide e Vivian (filha)
 

A relação de amizade entre Neide Lirancos Sanchez e a Vila Matilde já dura 62 anos, e ela não esconde o carinho por esse local tão querido que comemora seus 89 anos nesse mês. “Meus pais já moravam aqui antes eu nascer”, conta. Filha de imigrantes espanhóis, logo que chegaram no Brasil seus progenitores viveram por um tempo no Brás, e em seguida foram para a Vila. “Em 1939 compraram um terreno aqui. Lembro da minha mãe dizendo que tinha pouca coisa naquela época, só a Estação de Trem Maria Fumaça. Não existiam os comércios, apenas uma pequena carvoaria. Aos poucos foram aparecendo as primeiras farmácias...”, recorda.

Na infância, Neide brincava na rua com os irmãos. “Quando tinha sete anos nos divertíamos no parque infantil onde atualmente está a Igreja Nossa Senhora de Belo Ramo. Ficamos muito tempo por lá, inclusive na escolinha que dispunham”.

Ilustre paternidade
O pai de Neide, João Lirancos, foi um dos fundadores da Sociedade Amigos de Vila Matilde, que reunia os moradores do bairro. “Frequentávamos bastante o local e aproveitávamos a estrutura que ofereciam como os shows e festas de Carnaval”, diz. Mas ele não é o único ‘astro’ da Vila Matilde. “Um dos meus primos tem até sua própria rua chamada Borgat”, conta Neide.

Casada com Odair Sanchez desde 1973, a moradora também constituiu família no local e teve três filhos. “Me casei e batizei o Fabiano (filho mais velho) na Igreja Nossa Senhora do Belo Ramo”, enfatiza.

Companhia eterna
Os passeios costumavam ser nas quermesses da Igreja Belo Ramo e na Praça da Toco, que abriga até hoje a ‘turma jovem’ do bairro. “Todos os adolescentes da região passaram alguma vez na vida por lá. Sua fama é antiga, pois antes era um cinema que também ficava cheio de moços nos fins de semana. Atualmente tem sorveterias e barzinhos ao seu redor”.

O comércio da região tem crescido constantemente. “Encontro aqui os itens para o dia a dia, mas quando quero comprar roupas, por exemplo, vou para a Vila Dalila. Quero que a Vila se mantenha assim, gostosa de morar, calma e com tudo que preciso como mercados e postos de saúde. Deixo a agitação para a Vila Dalila”, diverte-se.

Apesar de adoradora da Vila Matilde, Neide terá que se despedir do bairro tão querido. A tristeza da moradora ao falar da sua partida para o Sapopemba é reluzente. “Meus filhos casaram-se e mudaram para outros bairros devido as empresas em que trabalham ficarem distantes daqui. Por isso, a casa ficou grande demais e optamos por morar perto deles, mas sentirei muita saudade desse bairro querido”, finaliza. 

Fonte:Revista IN