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Caso de amor

Publicada em : 29/09/2011

Morador homenageia os 121 anos da Vila Prudente

Miyazaki ao lado da esposa, filhos, neto, genro e nora

O contador Atumi Miyazaki pode ser considerado um apaixonado. Desde que chegou à Vila Prudente não quis mais sair. “Foi amor à primeira vista, como aquelas coisas que o destino não explica”, conta.

Filho de imigrantes japoneses, Miyazaki nasceu na cidade de Araçatuba. “Trabalhávamos na roça, cultivando algodão, arroz, milho e feijão”, relembra. Aos sete anos, se mudou com a família para Fernandópolis, investindo ainda no cultivo da terra e praticando artes marciais. Foi lá também que concluiu o curso de contabilidade e iniciou sua carreira. Já completei 46 anos de profissão, sendo que em quase todo esse tempo trabalho no cartório da Vila Prudente”, explica.

Ainda no interior, conheceu a esposa e decidiu buscar oportunidades em uma cidade maior. “Fiquei noivo e vim para São Paulo. Morei em uma pensão na R. Ibitirama até alugar um apartamento e iniciar minha família. Finalmente casei e me instalei neste bairro querido”.

As mudanças
Casados há 38 anos, Elza e Miyazaki tiveram dois filhos e viram muita coisa mudar no bairro. “Quando cheguei aqui, na Pça. Padre Damião ainda havia um terminal de bonde e uma cabine telefônica que usava uma telefonista para completar as ligações”. Nesta época existiam poucos prédios e muitas casas com alpendre e grade baixa, mas segundo Miyazaki, nos dias de hoje a infraestrutura melhorou, principalmente em relação ao transporte público. “Há estações de Metrô, trem da CPTM e em breve o Expresso Tiradentes”.

A parte comercial também se desenvolveu. “Antes tínhamos poucos comércios e hoje há uma infinidade de opções. Com isso, o trânsito também acabou sendo afetado. Houve aumento de veículos e congestionamentos”, analisa.

Antigamente os passeios em família eram mais fáceis. “Gostava muito de caminhar nas praças, pegar o ônibus para a R. Direita, onde fazíamos compras”, relembra.


Foto do livro de Miyazaki mostra a 1a indústria da
Vila Prudente (Fábrica de Chocolate -1897)


Relíquia
Mais que um morador, Miyazaki é adorador do bairro. Além das memórias que guarda com afeto no coração, ele é portador de um livro que conta a história do local e quando questionado sobre a possibilidade de emprestar a obra, ele é enfático: “Não empresto e não vendo. É uma relíquia que guardo com carinho”.  

Fonte:Revista IN