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Dor de cabeça, na coluna, cansaço? A culpa pode ser da região mandíbular!

Publicada em : 09/01/2015

Você sabe o que é Disfunção de ATM? Esse problema é cada vez mais comum e pode causar diversos sintomas como estalos, zumbido no ouvido, dor de cabeça e até dores na coluna


Sabe aquela dor de cabeça que insiste em aparecer sem deixar pistas de onde ela vem? Aquele cansaço que não vai embora, mesmo quando você descansa? Ou aquela dor na coluna que não te deixa fazer as atividades diárias? A culpa pode ser da região mandíbular!

Chamada de ATM (Articulação Têmporo Mandibular), a mandíbula é uma das engrenagens mais importantes do nosso corpo. Além de ser responsável pela mastigação, é ela quem nos faz engolir, falar e bocejar, por exemplo. Quando ela não funciona como deveria, podem surgir diversos problemas que prejudicam a qualidade de vida do indivíduo, entre eles dores orofaciais e para abrir a boca, dores na coluna, estalos e zumbido no ouvido, além da tão comum dor de cabeça.

“Chamamos este distúrbio de DTM – Disfunção Têmporo Mandibular, que é quando existe um funcionamento anormal da ATM, ligamentos, músculos da mastigação ou osso maxilo–mandíbular, dentes e estrutura de suporte dentário”, explica o cirurgião dentista especialista em cirurgia buco-maxilo-facial, Dr. Antônio Barcellos, membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial e sócio da clínica Barcellos e Bontempo.

Ele afirma que esta disfunção causa um grande incômodo no paciente, justamente porque há uma sobrecarga nos músculos da face que refletem em dores nos olhos, na cabeça, no pescoço e até mesmo na coluna. “Na maioria dos casos, a DTM está relacionada a hábitos comuns com apertamento dentário (bruxismo), mordida alternada, mastigação incorreta, o hábito de morder objetos, roer unhas, mastigar chicletes, além da má postura da cabeça ou do corpo. Estresse, ansiedade e depressão também estão entre as principais causas, por isso o número de pessoas que sofrem deste mal vêm crescendo consideravelmente”, afirma o especialista.

Um dado interessante é que as mulheres são a maioria quando o assunto é DTM. Estima-se que de cada dez pessoas com o distúrbio, oito são mulheres e apenas dois são homens. “Ainda não existem provas científicas do porquê isso ocorre, mas acreditamos que justamente por estarem mais sobrecarregadas nos dias de hoje, com muitas funções acumuladas, filhos, casa, trabalho, elas acabam ficando mais estressadas, ansiosas, e por isso tencionam mais a região da mandíbula, desenvolvendo este problema com mais frequência”, explica Dr. Dênis Bontempo, cirurgião dentista especialista em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial pela Universidade Paulista e também sócio da clínica Barcellos e Bontempo.

Como esta doença provoca sintomas comuns, muitas vezes o paciente demora para ter um diagnóstico correto. “É comum os pacientes procurarem médicos neurologistas e otorrinolaringologistas antes de chegarem ou serem encaminhados ao cirurgião dentista buco-maxilo-facial”, comenta Dênis Bontempo. 

Ele explica que para decidir qual o tratamento mais indicado, o diagnóstico deve ser muito bem elaborado por um cirurgião dentista buco-maxilo-facial. “Pode ser indicado um tratamento conservador como a termoterapia (aplicação de compressas quentes), massagem local, uso de aparelho ortodônticos e dispositivos ou, em alguns casos, tratamentos cirúrgicos”, explica.

O médico afirma ainda que atualmente existem opções de cirurgias simples que resolvem o problema e devolvem a qualidade de vida para o paciente. “A Artroscopia, por exemplo, é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva de inspeção visual direta das estruturas internas da articulação, que possibilita um pós-operatório melhor, com um retorno mais rápido às funções diárias. Ela é indicada quando o tratamento conservador não surtir efeito e a causa da DTM for articular e não por problema muscular”, exemplifica Dr. Antônio Barcellos.

A melhor opção é sempre procurar um cirurgião dentista caso tenha algum deste sintomas com frequência. “Sabendo que o que é a DTM, fica mais fácil para o paciente detectar sintomas e procurar o tratamento correto” conclui o especialista.

Fonte:Top Press Comunicação