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Nova portaria traz avanços para diagnóstico e tratamento de Leucemia Mieolóide Aguda

Publicada em : 16/10/2014

A portaria faz referência a vários medicamentos que o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre ou que sequer são liberados no Brasil


A Secretaria de Atenção à Saúde estabeleceu novas diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes com leucemia mielóide aguda (LMA). Segundo o membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), Alejandro Arancibia, a nova portaria nº 840 é um importante passo a favor da oncologia pediátrica porque traz uma sistematização atual do diagnóstico e tratamento das LMAs, mas apesar dos avanços, não contempla as complicações decorrentes do tratamento, que fazem parte da remissão da doença.

A portaria faz referência a vários medicamentos que o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre ou que sequer são liberados no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As diretrizes discorrem de procedimentos diagnósticos e terapêuticos extremamente onerosos. Na maioria dos centros, o tratamento destes pacientes se tornaria inviável”, conta Arancibia.

De acordo com a presidente da SOBOPE, Carla Macedo, esta patologia é uma das doenças onco-hematológicas que mais requer terapia de suporte de alta complexidade, necessitando de equipe multiprofissional especializada, unidades de terapia intensiva pediátrica, leitos em unidades de ambiente protetor, grande quantidade de hemoderivados, antibióticos de amplo espectro e antifúngicos. “Estes pacientes precisam ser encaminhados para centros de referência especializados que possuem estes recursos para terem real chance de cura. Para que essa diretriz seja colocada em prática, precisaremos identificar estes centros no País, criar uma rede dinâmica de referência e rediscutir com os gestores de todas as instâncias a real remuneração destes procedimentos pacientes com LMA para o SUS”.

Ainda de acordo com o membro da SOBOPE, não se pode deixar de reconhecer os avanços de uma diretriz para LMA em crianças e adolescentes, a qual contempla de maneira clara e atualizada o diagnóstico e sugestões de tratamento baseado em fatores de risco. “Se o diagnóstico e tratamento estão de alguma maneira padronizados, isto permite que todos os pacientes se beneficiem das mesmas possibilidades diagnósticas e terapêuticas e a portaria se apresenta como um excelente guia na rotina da abordagem do paciente com LMA”, conclui Arancibia.

A portaria nº 840 está em vigor desde a data de publicação no Diário Oficial da União (DOU), em 10 de setembro. As diretrizes completas estão disponíveis no site do DOU.  O tema será debatido no XIV Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica, que acontece entre os dias 27 e 30 de novembro em Brasília (DF).

Fonte:Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE)/ RS Press