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Saiba o que evitar para combater a Enxaqueca

Publicada em : 10/09/2014

Abuso de medicamentos, irregularidades no sono, estresse e alguns alimentos podem piorar a doença


Ao primeiro sinal de dor de cabeça, grande parte das pessoas busca solução indo à farmácia ou recorrendo à caixinha de remédio. O hábito – apesar de comum – pode ser extremamente nocivo, principalmente se a dor em questão for uma enxaqueca. “O problema da automedicação é que algumas classes de remédios, se tomadas em excesso, contribuem para que ocorra mais dor de cabeça, como se fosse um ciclo vicioso”, explica o neurocirurgião do Grupo de Dor do Hospital Villa-Lobos, Joel Augusto Ribeiro Teixeira. Segundo ele, em alguns casos, o médico solicita que o paciente retire determinados medicamentos como parte do tratamento. 

Doença bastante prevalente, a enxaqueca atinge, em média, 12% da população mundial. As mulheres são mais vulneráveis: a proporção é de 17% comparada com 6% de homens. É considerada pela OMS como a 19ª doença no ramo de patologias incapacitantes. Quanto às causas, ainda não é possível precisar o que provoca o distúrbio. “Sabe-se que a enxaqueca tem conhecida influência genética, estando presente em pessoas da mesma família”, detalha o especialista. Recentemente, pesquisadores americanos identificaram uma mutação genética que torna as pessoas mais suscetíveis à enfermidade.

A enxaqueca, normalmente, é caracterizada por surtos e apresenta-se como uma dor latejante de um ou dois lados da cabeça. A dor de cabeça, nesse caso, é apenas um dos sintomas. Sensibilidade à luz e sons, náuseas e vômitos também podem ocorrer paralelamente. Apesar de não possuir cura – por ser uma doença crônica – pode ser controlada com medicamentos prescritos pelo especialista, bem como por meio da identificação de alguns gatilhos. 

“Alguns dos fatores agravantes que podem ser apontados são a irregularidade no sono, o consumo do álcool, alguns alimentos – que são diferentes de pessoa para pessoa – exposição à claridade e o estresse”, enumera Teixeira. A alimentação entra na lista, pois alguns deles podem conter substâncias desencadeantes da enxaqueca. “Algumas pessoas possuem susceptibilidade ao consumo de certos alimentos, tais como o chocolate, o vinho, queijo, alimentos defumados, embutidos e conservas, mas não existe um padrão claro. Um alimento que uma pessoa identifique como agravante para causar a dor pode não ter nenhum efeito para outra pessoa”, afirma. Segundo o médico, o mais importante é que a pessoa identifique esses gatilhos e os evite, sempre que possível.

Fonte:Hospital Villa-Lobos – Assessoria de Imprensa/Ecco Press Comunicação