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Verão aumenta em 45% atendimentos por conjuntivite no Hospital do Servidor Estadual

Publicada em : 13/01/2014

Altas temperaturas fortalecem aparecimento e proliferação do vírus


Os períodos de altas temperaturas e baixa umidade do ar podem provocar diversos problemas à saúde. Uma das doenças mais comuns nestas épocas, principalmente no verão, é a conjuntivite. O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) registrou um aumento de 45% dos casos da doença no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) entre 2011 e 2013, durante o verão.

“A conjuntivite é uma inflamação da membrana transparente que reveste todo o globo ocular, localizada sobre a parte branca dos olhos. A infecção viral ou bacteriana dura, em média, 15 dias. Ela é contagiosa até o desaparecimento dos sintomas”, explica o médico oftalmologista do HSPE Ewerton Giacondino Magalhães Silva.

Existem diversos tipos de conjuntivite (viral ou bacteriana e alérgica). As infecciosas podem ocorrer pelo contato físico ou objetos contaminados. A inflamação também pode ser contraída por reação alérgica a poluentes ou substâncias irritantes, como poluição e cloro de piscinas.

O médico destaca que, além do verão, onde há grande concentração de indivíduos dividindo o mesmo espaço, a epidemia também ocorre durante a primavera, conhecida como conjuntivite primaveril, geralmente causada pelo pólen espalhado no ar.

Os principais sinais e sintomas da doença são olhos avermelhados, pálpebras grudadas ao despertar, visão borrada, sensação de “areia nos olhos”, olhos lacrimejados, fotofobia (intolerância a luz) e secreção constante no canto dos olhos ou nas margens das pálpebras.

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a conjuntivite é uma das maiores causas de afastamento temporário do trabalho, permitindo que o empregado permaneça 15 dias ausente ou até sua recuperação total.

O indivíduo contaminado deve afastar-se do convívio social. O médico indica alguns métodos de prevenção: evitar coçar os olhos e lavar mãos e rosto com água e sabão várias vezes ao dia.

Para aqueles que já estão contaminados, recomenda-se lavar os olhos com água fervida (depois de fria) e manter os olhos secos e limpos.

O médico ressalta ainda que, assim que surgirem os primeiros sintomas, é necessário procurar atendimento especializado. “O tratamento é diferenciado para cada tipo da doença, lembrando que a automedicação é contra indicada.”

Fonte:Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe)