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Crises de asma crescem 40% no outono e inverno

Publicada em : 16/05/2012

Prevenção é primordial para combater a doença

As frequentes mudanças climáticas atingem em cheio um grupo específico de pessoas sensíveis às temperaturas mais baixas: os asmáticos. É nesse período do ano que o frio, somado ao ar seco e ao aumento da poluição, desencadeia as crises respiratórias. O resultado é um aumento de 30% a 40% nos atendimentos dos pronto-atendimentos dos hospitais e clínicas. Assim, com o objetivo de reduzir essas estatísticas é lembrado amanhã, 1º, o Dia Mundial da Asma.

“A asma não é contagiosa, ainda não tem cura, mas há tratamentos de prevenção e controle das crises para quem sofre desse mal. Como é uma doença de característica genética com base alérgica e alguma tendência familiar, além dos fatores desencadeantes conhecidos como o frio e a poeira, há casos de propensão por conta de pelos de animas como o gato, fumaça de cigarro, cheiros fortes e objetos que acumulam pó, caso de cortinas e tapetes”, esclarece a Dra. Sandra Aparecida Ribeiro, pneumologista do Hospital São Luiz.

Segundo a especialista, as crises asmáticas surgem em três graus: leve – quando são esporádicas e não apresentam sintomas constantes, ou seja, a pessoa não acorda com o característico chiado no peito ou não precisa recorrer ao serviço de emergência; moderada – quando o asmático já desperta com o chiado e não consegue desenvolver atividades cotidianas como ir a à escola; e grave – em que o paciente sofre com limitações físicas por conta da falta de ar. “O indivíduo com a patologia grave pode passar à situação moderada ou leve com o passar do tempo mediante uma medicação adequada”, informa.

Segundo dados do DATASUS 2011 - Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS) -, a doença acomete de 10% a 25% da população brasileira, sendo responsável por 400 mil internações hospitalares no País, com 2.500 óbitos e um número incontável de atendimentos ambulatoriais, principalmente nas emergências. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que cerca de 100 a 150 milhões de pessoas sofrem de asma em todo o mundo e alguns procedimentos relativamente simples podem evitar ou controlar as crises. “Tanto pode ser controlada que a asma pode sumir em determinado período da vida, como a adolescência, e retornar na velhice por conta da saúde mais frágil do corpo humano. Contudo, quando não tratada adequadamente, a patologia pode virar pneumonia. O importante é fazer o tratamento de manutenção para controlar a doença e tentar evitá-la, tomando a vacina que evita a gripe, por exemplo”, alerta a Dra. Sandra.

Agasalhar-se bem, evitar aglomerações e tudo que desencadeia a crise, como poeiras e cheiros fortes, são alguns conselhos da pneumologista para conter a patologia. A Associação Brasileira dos Asmáticos (ABRA) aponta outras dicas importantes:

- Tratar da asma não é somente fazer inalações e tomar remédios como os broncodilatadores, mas também mudar o estilo de vida para ganhar mais qualidade. Praticar exercícios físicos, como a natação, é um excelente aliado, e também é importante cuidar da alimentação evitando ingerir produtos que provocam a asma;

- A asma é uma doença causada pela inflamação das vias respiratórias, principalmente dos brônquios, inflamação que permanece, mesmo quando não se sente nada. Por isso, os remédios devem ser tomados de maneira regular, independente dos sintomas. O ideal é fazer com que as crises não apareçam, mas a medicação deve ser recomendada pelo médico;

- No caso de gravidez, os medicamentos indicados para tratar da doença são seguros para o bebê na maioria dos casos. É preciso entender que asma não controlada irá prejudicar muito mais o bebê do que os medicamentos que a mãe utilizar, mas não se deve usá-los por conta própria ou porque "deram certo" com outras pessoas;

- Não existe asma causada exclusivamente por fatores emocionais, entretanto, é claro que a emoção pode servir de agente provocador de uma crise. Da mesma forma, uma crise de asma é motivo de angústia, o que pode influenciar no estado emocional da pessoa. A educação do paciente e de sua família é fundamental para transmitir segurança e combater os aspectos negativos da doença.

Fonte:Saúde em Pauta