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Taxa de infecção pelo vírus da Aids cai 22% na África do Sul

Publicada em : 15/12/2011

Com alto investimento na saúde, País começa a reverter a realidade dos portadores do vírus

Entre 2001 e 2009, a taxa de novas infecções por HIV caiu 22% na África do Sul. É o que mostra o mais recente relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) divulgado em novembro. O estudo mostrou, também, um crescimento no número de indivíduos soropositivos em tratamento antiviral e o aumento da expectativa de vida, já que padrões normais estão sendo alcançados. Essas boas notícias se devem, sobretudo, aos importantes investimentos realizados pelo governo nos últimos anos para combater a doença. O feito foi alcançado graças a um programa de tratamento maciço, que diminui a transmissão do vírus ao tornar os portadores do HIV menos infecciosos.

Parte do programa consistiu em dotar os estabelecimentos de saúde com terapias direcionadas à doença. Nove entre 10 redes de saúde pública oferecem exames e aconselhamento de HIV para mulheres grávidas, além de medicamentos antiretrovirais (ARV) para prevenir a transmissão do HIV entre mães infectadas e seus bebês durante a gravidez e o parto. Cerca de 95% das gestantes soropositivas estão agora em tratamento com ARVs para proteger seus bebês ainda no ventre.


Desde a introdução da terapia antiretroviral em 2004 na África do Sul, 1,4 milhões já iniciaram o tratamento - o que torna o país o maior fornecedor mundial de terapia antiretroviral. O impacto, em termos de prolongamento de vida, já é evidente. Em 2007, a expectativa de vida para os homens foi estimada em 50.9 anos e, para as mulheres, em 54.9 anos. Até o fim de 2011, espera-se que a expectativa de vida dos homens tenha aumentado para 54.9 anos e, para as mulheres, 59.1 anos . Mortes relacionadas à AIDS diminuíram 21% entre 2001 e 2009. O levantamento da UNAIDS mostrou, ainda, que a infecção em lactentes com mães soropositivas diminuiu para 3,5%.


Em abril de 2010 o governo lançou uma campanha em massa para incentivar o teste de HIV, cujo objetivo é o de testar 15 milhões de pessoas em um ano. Apesar de setores dizerem que isso não era possível, até junho de 2011, 13 milhões de testes de HIV já haviam sido realizados. Em 2008 (o último ano em que há dados de pesquisa disponíveis), 62% das pessoas entrevistadas afirmou ter usado preservativo durante a última relação sexual. Três anos antes, essa taxa era de 35%.

A África do Sul já não está mais afundada na imensa tragédia humana que teve início há uma década, com o HIV e a AIDS. As consequências sociais, econômicas e de desenvolvimento da epidemia são, portanto, mais fáceis de gerir. Decisões políticas bem pensadas, avanços científicos e a disponibilidade de recursos são fatores que se uniram para trazer o país de volta da beira de um desastre.
 

Fonte:Digital Team2