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Balão gástrico é liberado para pacientes com obesidade mais leve

Publicada em : 31/10/2011

Estudo diz que pacientes podem perder até 12% do peso em seis meses com o tratamento

Uma mudança na indicação do balão gástrico, procedimento minimamente invasivo, indicado no tratamento da obesidade beneficiará pacientes com obesidade leve. Indicado anteriormente apenas para pacientes obesos, com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 30, agora o procedimento pode beneficiar pacientes com sobrepeso (IMC acima de 27), segundo a Anvisa. O anúncio foi feito no dia 05 de outubro.

O balão gástrico é feito de silicone e preenchido com soro e azul de metileno e sua dimensão depende do tamanho do estômago do paciente. Sua colocação é realizada por meio de endoscopia e tem como objetivo preencher o estômago, causando uma sensação de saciedade ao paciente. “O balão gástrico é uma técnica segura, não cirúrgica, para o tratamento da obesidade que apresenta bons resultados. O paciente, porém, deve ter a consciência que não é uma solução definitiva, já que o balão será retirado posteriormente”, destaca o cirurgião bariátrico Dr. Roberto Rizzi, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

O tempo médio do tratamento com o balão gástrico é de seis meses. Trabalhos científicos tem demonstrado que o volume maior de perda de peso ocorre nos quatro primeiros meses. “O que determina o tempo de tratamento de cada paciente é a sua curva de emagrecimento”, explica Rizzi.

Ao fim do tratamento o paciente é submetido a uma nova endoscopia para a retirada do balão gástrico. “Mesmo com a retirada do balão, o paciente precisa continuar uma rotina de acompanhamento com nutricionista e endocrinologistas para que seja feita a manutenção do peso. O paciente precisa de uma mudança comportamental para que o peso eliminado não seja recuperado após a retirada do balão gástrico”, diz Dr. Rizzi.

Estudo publicado na revista científica Obesity Surgey, acompanhou 573 pacientes que foram submetidos ao procedimento com o balão gástrico para avaliar sua eficácia. O estudo revelou que em seis meses os pacientes podem perder até 12% do seu peso inicial e reduzir até 5,3 pontos no IMC.

Fonte:Target Consultoria em Comunicação Empresarial