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ONU aprova Declaração Política sobre DCNTs

Publicada em : 13/10/2011

Para a presidente da Femama, Maira Caleffi, o documento é um grande avanço

A Femama - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama comemora a aprovação em Nova York (EUA), da Declaração Política sobre DCNTs – doenças crônicas não transmissíveis, na última semana. O documento, firmado em Assembleia Geral de Alto Nível da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York – EUA, adota compromissos e prioridades mundiais de prevenção, detecção precoce e controle dessas doenças, entre elas, o câncer de mama.

De acordo com a presidente da Femama, a médica mastologista Maira Caleffi, a declaração representa um grande avanço na área da saúde em escala mundial, já que dos investimentos realizados nesta área, apenas 0,9% se destinam a essas enfermidades. “A Femama, ao lado de diferentes setores do governo e da sociedade civil, já vem trabalhando no Brasil em um plano de ações que inclui medidas de redução de mortes por doenças crônicas não transmissíveis, como é o caso do câncer de mama. A aprovação desta Declaração Política pela ONU é de fundamental importância para reafirmar a importância deste trabalho em nível nacional”, afirma Maira.

Entre os compromissos firmados pela Declaração Política sobre DCNTs estão a prioridade em relação à detecção precoce, o rastreio e o diagnóstico de doenças não transmissíveis. Por outro lado, declara Maira, o documento ainda carece de objetivos específicos, como a inclusão de uma meta global de redução de mortes por este tipo de doença. “No Brasil, o Plano de Ações para Enfrentamento das DCNT, assinado em agosto, prevê um conjunto de medidas para reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura por estas enfermidades. Em escala mundial, a meta agora é buscar o comprometimento dos governos para a redução dessas mortes em 25% até 2025”, ressalta a presidente da Femama.

As doenças crônicas não transmissíveis – câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias – são a causa de mais de 63% do total de mortes no Brasil. Ou seja, um número cada vez maior de pessoas tem morrido de doenças curáveis, como é caso do câncer de mama, para o qual a ciência garante chances de cura de 95% se descobertos precocemente. 

Fonte:Usina de Notícias