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Estudo revela o que leva o indivíduo a ter dor de cabeça em diferentes regiões do Brasil

Publicada em : 30/09/2011

Na região Sul e Sudeste, o estresse leva ao desenvolvimento de dor de cabeça

Uma pesquisa feita pelo pesquisador Luiz Paulo de Queiroz e um dos destaques do Congresso Brasileiro de Cefaleia, revela que existem diferentes razões para o desenvolvimento de dores de cabeça em diferentes regiões no Brasil. Tal estudo demonstra como o sistema de saúde público deve agir em cada região ao entender os reais motivos que desencadeiam as dores. Foram entrevistados 3848 sujeitos das cinco regiões do País.

Na região Sul e Sudeste, o estilo de vida mais estressante e competitivo faz com que os indivíduos destas regiões desenvolvam dores de cabeça. Na primeira fase da pesquisa do Dr. Queiroz foi constatado prevalência de enxaqueca em 20,5% da população do Sudeste e 16,4% no Sul. Na cefaleia crônica diária, as duas regiões têm taxas de prevalência de 6,2%.

Outro aspecto curioso é em relação aos fatores genéticos. Nos estudos epidemiológicos realizados no resto do mundo, a prevalência de enxaqueca é maior: na Europa, América do Norte, América do Sul, Ásia e África. Segundo o censo brasileiro, os habitantes do Sul e Sudeste têm uma maior proporção de pessoas com ascendência europeia, e os das outras regiões, maior proporção de descendência africana. Na análise de Queiroz, esta pode ter uma influência provável.

Nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, a pesquisa demonstra claramente a influência de um sistema mais precário de saúde pública nessas regiões, pois os indivíduos que têm cefaleias episódicas, se não diagnosticados e tratados adequadamente, evoluem para cefaleia crônica diária. A prevalência de enxaqueca é de 9,5%, 8,5% e 13,6, respectivamente, e de cefaleia crônica diária, 11,8%, 10,2% e 7,7%.


Fonte:Trixe Comunicação Empresarial