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Pesquisas apontam estilo de vida e bem-estar emocional como pilares na prevenção ao Alzheimer

Publicada em : 20/08/2019

Conferência Internacional de Alzheimer debate a influência do estilo de vida, aspectos emocionais e maior propensão de mulheres no desenvolvimento da doença

Estudos apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, realizado em Los Angeles, no mês de julho, mostram que o estilo de vida e os aspectos emocionais são ferramentas fundamentais para retardar as chances de desenvolver a doença ou minimizar o avanço.
Enquanto não há um medicamento para a cura do Alzheimer e outras demências, apesar dos avanços da ciência e esforços dos pesquisadores, a medicina aposta na prevenção como forma de evitar o aumento no número de pessoas portadoras da doença, dadas as expectativas de envelhecimento da população.
Exemplo: um estudo da Universidade de Exeter, do Reino Unido, divulgado no encontro constatou que o risco de desenvolver demência é 32% menor em quem tem um estilo de vida saudável, mesmo tendo predisposição genética, em comparação com quem tem hábitos como sedentarismo, dieta alimentar irregular, consumo de bebidas e cigarros. Detalhe, mesmo que essas pessoas não tenham genes associados a doença.
Em contrapartida, as pessoas que apresentaram condição genética somadas a hábitos não saudáveis, registraram o risco três vezes maior de desenvolver alguma demência. O trabalho analisou 197 mil pessoas acima dos 60 anos.
Além do estilo de vida, problemas relacionados à saúde psicológica como depressão, estresse, ansiedade também favorecem as doenças. Uma das saídas é evitar o isolamento, comum em idosos. “Há vários estudos que demonstram que o isolamento social é fator de risco para o desenvolvimento de demências. A manutenção de atividades sociais, dentro da sua possibilidade e segurança, pode contribuir para evolução mais lenta dos sintomas”, afirma a geriatra da Cora Residencial Senior, dra. Ana Catarina Quadrante.
A especialista reforça que o estímulo ao convívio social também ajuda a diminuir as chances da doença ou retardar o avanço. “A socialização ao longo da vida, com a realização de atividades em grupo, contato com amigos e familiares, participação em clubes e igrejas, bem como atividades voluntárias, parecem aumentar as reservas cognitivas cerebrais, sendo protetoras contra o desenvolvimento de demências”, acrescenta Quadrante.
Para melhorar a qualidade de vida de pessoas com Alzheimer, a Cora Residencial Senior, referência em ILPIs (Instituições de Longa Permanência Para Idosos) no Brasil, tem desenvolvido estratégias que incluem atividades físicas, cognitivas, aliados a dieta balanceada e estímulo ao convívio social. A equipe multidisciplinar da Cora desenvolve ações diárias como jogos, ginástica, rodas de conversa, música, dança, entre outras, sempre promovendo bem-estar e mais qualidade de vida.

- Casos de Alzheimer são mais frequentes em mulheres do que homens
Na conferência também foram apresentados estudos que atrelam maior incidência de casos de Alzheimer em mulheres. A questão envolvendo a diferença genética relacionada aos números de portadores de demência tem sido alvo de estudos por parte dos pesquisadores, que tentam entender porque pessoas do sexo feminino têm mais chances de desenvolver a doença e também o avanço mais rápido.
Como por exemplo, pesquisadores da Universidade de Califórnia apresentaram um estudo que mostra que o cérebro feminino tem capacidade maior e mais eficiente de metabolizar a glicose - principal fonte de energia. Por isso nos estágios iniciais da doença é possível compensar a perda cognitiva. A desvantagem é que o diagnóstico em fase inicial é mais difícil. Muitas são diagnosticadas em estágios avançados da doença.
Já pesquisadores da Universidade de Miami detectaram que os genes que possibilitam o avanço da doença estão envolvidos no desenvolvimento celular. Nas mulheres, ligados ao sistema imunológico. Nos homens está relacionado a processo celular chamado endocitose.
Questões sociais também estão relacionadas. Mulheres entre 60 e 70 anos, casadas, com filhos e que não exerceram atividade profissional apresentaram desempenho em até 61% menor, em testes de memória, do que as assalariadas. O estudo foi realizado pelas Universidades da Califórnia, Boston e São Francisco e contou com a participação de 6 mil mulheres, acima dos 50 anos. Elas participaram de testes de medição cognitiva, realizados a cada dois anos.
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAZ), em 2050, o número de portadores da doença deve chegar a 152 milhões em todo o mundo. Por isso, especialistas e pesquisadores alertam para a importância da prevenção para qualidade de vida e, consequentemente, o envelhecimento saudável. “Cada vez mais, há comprovação que o estilo de vida pode contribuir para evitar ou retardar os sintomas. O controle dos fatores de risco cardiovasculares, a manutenção de atividades sociais e de lazer e a prática de atividades físicas também são protetores contra a doença”, finaliza Quadrante.

Sobre
A Cora Residencial Senior pertence ao grupo BSL (Brasil Senior Living), que administra os serviços da AssistCare e o hospital de cuidados paliativos Sainte-Marie. O residencial tem um ambiente moderno totalmente pensado e desenvolvido para garantir a vitalidade, longevidade e qualidade de vida dos idosos, por meio de experiências que proporcionam bem-estar aos residentes. Diferente dos outros residenciais, a Cora se destaca pelo calendário de atividades que promovem experiências de socialização, descontração, autoestima, engajamento e auxiliam na coordenação motora. Possui ambientes amplos e acolhedores, profissionais multidisciplinares e especializados em cuidados na área de nutrição, medicina e enfermagem. A Cora conta com unidades em localizações privilegiadas da cidade de São Paulo (Jardins, Ipiranga, Tatuapé, Campo Belo, Villa Lobos e Higienópolis).

Fonte:Arebo Assessoria