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Câncer de esôfago

Publicada em : 22/07/2011

Em 2010, o número de casos estava perto de 11 mil em todo País

Pouco se fala sobre o esôfago – o tubo muscular que liga a garganta ao estômago. Mas o câncer de esôfago está entre os dez mais incidentes no Brasil, sendo o sexto colocado entre os homens e o nono entre as mulheres, de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Uma pesquisa do mesmo Instituto revela que, em 2010, o número de casos estava perto de 11 mil em todo País, sendo 7.890 em homens e 2.740 casos detectados em mulheres. Já um estudo iraniano, divulgada em 2009 pela revista especializada British Medical Journal, destaca a teoria que liga o consumo regular de bebidas muito quentes a danos no revestimento interno do esôfago.

De acordo com o gastroenterologista e cirurgião oncológico Dino Altmann, diversas são as causas, incluindo histórico familiar e associação genética. Mas uma coisa é certa, segundo o especialista: hábitos de vida e alimentares são fortes fatores de risco – entre eles o de ingerir bebidas quentes e alcoólicas, além do tabagismo e dentes mal conservados. “Não se conhece o mecanismo específico que origina o câncer. A esofagite, que é uma inflamação do esôfago, decorrente do refluxo gastro-esofágico também predispõe a um tipo específico de câncer da porção mais baixa do esôfago, junto à sua junção com o estômago”, explica o especialista. Ele afirma ainda que a falta de nutrientes também é fator de risco, já que a proteção do órgão se dá também pela ingestão de fibras, de vitaminas A, C e Carotenóides (alimentos de cor amarelo, alaranjado, vermelho e verde).

Uma dieta rica em frutas e legumes é fundamental. Além disso, evitar o consumo frequente de bebidas muito quentes, alimentos defumados, bebidas alcoólicas e hábitos tabagistas (não somente o cigarro, como mascar fumo, fumar charuto e outros também são um risco). Atividades físicas também são muito recomendadas, pois fortalecem o organismo em qualquer situação. Na maioria dos casos, a cirurgia está indicada. Dependendo da extensão da doença, a cura não acontece e o tratamento pode ser apenas paliativo, através de quimioterapia e/ou radioterapia.

Fonte:CDI Comunicação Corporativa