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Geração penhense

Publicada em : 01/09/2011

Fundado em 8 de setembro e considerado um dos bairros mais antigos da cidade, a Penha completa 344 anos de história. O primeiro registro do povoado data do século 17, de uma petição obtida em 5 de setembro de 1668 pelo capitão-mor Agostinho de Figueiredo.

Um de seus maiores patrimônios, a Igreja Nossa Senhora da Penha, surgiu duas décadas antes e em torno dela cresceu o povoado.

Seguindo os passos dos pais, Arlete Garcia Gamero, 60, casou na tradicional igreja, há 35 anos. “Na época era considerada uma matriz, todos queriam casar lá, pois não existiam outras com tamanha estrutura e beleza”, explica ela.

Juliana (nora), Roberto (marido), Roberto (filho), Arlete e Mariana (filha)


Infância diferenciada
A infância de Arlete foi vivida de forma totalmente livre: “Eram ruas de terra onde brincávamos juntos, andávamos de bicicleta e pulávamos corda. Sinto muita falta daquele tempo”. Outra boa recordação eram as festas juninas que os vizinhos promoviam. “As famílias se reuniam para comemorar os aniversários. Se alguém ficava mais velho no dia de São João, por exemplo, a festa era por conta da pessoa e de seus parentes, mas todos ajudavam de alguma forma. Quando percebíamos, nossa participação nestas festas acontecia durante todo o mês, o que para uma criança era maravilhoso”, relata.

Dias de glamour
Noites inesquecíveis para Arlete foram os passeios até os grandes e glamourosos cinemas da época, que deixaram recordações. “Existiam pelo menos quatro cinemas enormes. Além da estrutura - o Penharama, por exemplo, tinha dois andares e ficava lotado aos sábados e domingos - havia muita competitividade entre eles, o que era ótimo para nós. Tínhamos um filme diferente em cada um. Os cinemas atuais, de shoppings, não são a mesma coisa, são mais ‘frios’”, lamenta a dona de casa.



Comércio grandioso
O crescimento da Penha é uma realidade incontestável. O bairro possui um dos maiores centros de compras da Zona Leste de São Paulo, além de um shopping center. “Quando era criança o consumo era menor. Usávamos os sapatos até gastá-los para depois comprarmos outros. Hoje precisamos de dúzias deles para uma única roupa”, desabafa.

Com toda essa estrutura, a violência e a degradação também chegaram ao bairro. “O que é uma pena”, conclui Arlete.

Além das compras, ela relembra os outros atrativos da Penha: “Levava as crianças nos circos que vinham para o bairro, no Parque Tiquatira e no Clube Esportivo da Penha. Só tenho lembranças boas daqui e o local morará eternamente em meu coração”, finaliza.


Mario Alberto (pai de Arlete) que construiu sua casa,
casou-se e teve filhos no querido bairro da Penha


Para comemorar!
A Subprefeitura Penha promove no dia 17 de setembro, às 9 h, em homenagem ao aniversário do bairro, uma Caminhada da Melhor Idade, a ser realizada na Av. Governador Carvalho Pinto, com início no Clube Escola Tiquatira até a Av. Gabriela Mistral, retornando no mesmo local de partida. Durante o evento haverá a participação das equipes do projeto Ação Global, que atenderão a comunidade com atividades de medição de pressão, teste de glicemia, cortes de cabelo, shows artísticos, entre outros serviços gratuitos.  

Fonte:Revista IN