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Queda nos preços

Publicada em : 02/07/2014

Habitação e transportes segura custo de vida na Grande São Paulo em maio

Divulgação
O custo de vida na região metropolitana de São Paulo (RMSP) permaneceu estável em maio, com variação de apenas 0,01%. A estabilidade da média dos preços de produtos e serviços, identificada em pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), reforça a tendência recente de desaceleração inflacionária. Em queda desde fevereiro, quando atingiu a marca de 1,05%, a inflação na Grande São Paulo passou, em março, para 0,91%, e em abril, para 0,46%. Ainda assim, no acumulado de 12 meses, o custo de vida apresentou alta de 6,08% e, neste ano, já teve crescimento de 2,98%.

O resultado de maio foi bastante impactado pelo comportamento dos preços dos grupos de habitação e de transportes, que apresentaram queda de 1,17% e 1,42%, respectivamente. Somados, esses dois segmentos representam pouco menos de dois quintos do total do indicador. Também contribuíram para segurar a inflação do mês passado a manutenção dos preços em comunicação e a leve alta dos preços em educação, de 0,05%. Em sentido contrário, impediram que houvesse deflação as altas dos preços de alimentação e bebidas (0,7%), de despesas pessoais (0,94%) e de vestuário (1,15%). Porém, os maiores vilões em maio foram os grupos de saúde e cuidados pessoais, com aumento de 1,21%, e de artigos de residência, cujos preços cresceram 1,5%.

De acordo com a assessoria econômica da Federação, é provável que nos próximos meses haja reversão da tendência de arrefecimento inflacionário, em razão da realização da Copa do Mundo, já que São Paulo é uma das cidades-sede, e também por causa do efeito estiagem, sobretudo devido à pressão exercida pela entressafra para proteínas animais no grupo de alimentos e bebidas.

Na análise por classe social, enquanto a população de maior renda sofreu com inflação, a de menor renda percebeu deflação no mês passado. Os preços de produtos e serviços aumentaram 0,35% e 0,19% para as classes A e B, respectivamente. Para a classe C, houve relativa estabilidade, com variação de -0,01%. No caso das famílias de classe D, o custo de vida caiu 0,32%, e para as de classe E houve diminuição dos preços médios em 0,31%.

Produtos e serviços
Os dois componentes do Custo de Vida por Classe Social (CVCS), da FecomercioSP, tiveram comportamentos distintos em maio. Enquanto o Índice de Preços do Varejo (IPV) cresceu 0,54%, o Índice de Preços de Serviços (IPS) recuou 0,55%.

Entre os grupos que fazem parte do IPV, apenas o de transportes apresentou baixa de preços no mês passado, de 0,57%. Todas as demais atividades registraram alta: alimentação e bebidas (0,46%); despesas pessoais (0,58%); educação (0,66%); habitação (0,81%); vestuário (1,15%); saúde e cuidados pessoais (1,41%); e artigos de residência (1,57%). O IPV acumulou elevação de 6,23% em 12 meses e teve crescimento de 3,85% em 2014.

Já entre os segmentos que formam o IPS, dois tiveram diminuições de preços em maio: habitação, com queda de 1,77% e transportes, com recuo de 2,92%. Educação e comunicação mantiveram, na média, preços inalterados. Dos quatro que apresentaram elevações, o grupo despesas pessoais foi o de variação mais significativa, com 1,13%, seguido pelo grupo das atividades de alimentação e bebidas (1,05%), saúde e cuidados pessoais (0,94%) e artigos de residência (0,46%). O IPS cresceu 5,9%, no acumulado de 12 meses e apresentou alta de 2,05% neste ano.

Metodologia
O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços e o IPV, 181 produtos de consumo.

As faixas de renda variam de acordo com os ganhos familiares: até R$ 976,58 (E); de R$ 976,59 a R$ 1.464,87 (D); de R$ 1.464,88 a R$ 7.324,33 (C); de R$ 7.324,34 a R$ 12.207,23 (B); e acima de R$ 12.207,23 (A). Esses valores foram atualizados pelo IPCA de janeiro de 2012. Para cada uma das cinco faixas de renda acompanhadas, os indicadores de preços resultam da soma das variações de preço de cada item, ponderadas de acordo com a participação desses produtos e serviços sobre o orçamento familiar.

Fonte:Assessoria de imprensa FecomercioSP