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Sonegação de impostos

Publicada em : 26/05/2014

Ultrapassa os R$ 200 bilhões

divulgação
Em menos de seis meses, o Brasil já deixou de arrecadar R$ 200 bilhões devido à sonegação de impostos. O placar da sonegação fiscal, o “Sonegômetro” alcançou a marca no último domingo (25). Os dados fazem parte da campanha “Quanto custa o Brasil pra você?”, realizada pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).  De acordo com o levantamento, o valor é 25 vezes maior que o gasto na construção das arenas para a Copa do Mundo.

De acordo com o presidente do Sinprofaz, as pessoas precisam entender que todo mundo perde com a sonegação fiscal. “Estamos sempre falando sobre a alta carga tributária, mas também precisamos discutir o efetivo combate à sonegação e um sistema de cobrança mais justo para com os que ganham menos”, afirma.

"Para se ter uma ideia, os R$ 200 bi seriam suficientes para beneficiar mais de 2,7 milhões de pessoas com o Bolsa-Família ou na construção de cinco milhões de casas populares", explica o procurador da Fazenda Nacional e presidente do Sinprofaz, Heráclio Camargo. O monitoramento da sonegação, apelidado de "Sonegômetro", foi lançado em 2013 pelo sindicado e fechou o ano na marca de R$ 415 bilhões.

Um dos objetivos da campanha “Quanto custa o Brasil pra você?” é justamente chamar a atenção da população para o desequilíbrio nos mecanismos de cobrança do Governo. “A mesma administração que comemora um recorde de arrecadação – foram R$ 123 bilhões só no primeiro mês do ano, de acordo com a Receita Federal – já deixou de recolher quase que o mesmo valor por não cobrar de maneira mais eficaz os grandes devedores de impostos”, explica o presidente do Sindicato.

O estudo encomendado pelos procuradores da Fazenda mostra que se não houvesse sonegação fiscal, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em 28,2% e ainda sim, manter o mesmo nível de arrecadação. “O Sonegômetro foi a forma que encontramos para mobilizar e esclarecer a sociedade sobre os impactos da sonegação fiscal no Brasil. O dinheiro que poderia ser investido na saúde ou na educação está indo pelo “ralo” porque a administração pública faz vista grossa para os grandes devedores e, com isso sacrifica cada vez mais os pobres e a classe média”, ressalta Heráclio Camargo.

Fonte:In Press Oficina