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Iamspe alerta sobre cuidados com fogos de artifício

Publicada em : 19/06/2013

Os rojões contêm pólvoras e, ao explodirem inadvertidamente pode afetar as mãos e o rosto


O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) decidiu fazer um alerta sobre cuidados para evitar queimaduras com fogos de artifício, especialmente nesta época do ano, quando é comum o uso desses artefatos em razão das festas juninas e, neste ano, também por conta da Copa das Confederações.
Segundo Carlos Alberto Mattar, coordenador cirúrgico do Grupo de Queimados do Hospital do Servidor Público Estadual, unidade referência para a América Latina, as queimaduras por fogos de artifícios são extremamente graves e quase sempre são acompanhadas de amputações.

Os rojões contêm pólvoras e, ao explodirem inadvertidamente, afetam principalmente as mãos e o rosto e acarretam em grandes cirurgias.

“Os pacientes já chegam muito traumáticos, por causa da explosão. É a mesma coisa que uma guerra, é o mesmo tipo de trauma que você vê. Em menor nível, mas basicamente isso”, explica Mattar.

Em época de festas juninas, finais de campeonato de futebol e Ano Novo é comum o uso dos fogos. Para utilizá-los sem riscos, é aconselhável que os amarrem em cabos de vassouras para manter a distância das mãos e do rosto; afastar as crianças e em hipótese alguma deixá-las manusear; e isolar a área se for um grande evento.

“Há pessoas que seguram o rojão com a boca para riscar o palito de fósforo. Muitas vezes não se sabe a origem daquele rojão, como ele foi fabricado e acaba explodindo. Todo cuidado é pouco. Acidente não escolhe, ele acontece para a pessoa menos precavida”, reitera o médico.

Caso ocorra qualquer tipo de queimadura, é necessário cobrir a área com um pano limpo e umedecido com água fria. O corpo humano possui bactérias e, quando há um trauma na pele, elas acabam agredindo o próprio corpo.

De janeiro até o começo de junho de 2013, o Grupo de Queimados atendeu cerca de 2.500 pessoas e realizou mais de 45 cirurgias mensais no ambulatório. A maioria dos pacientes é criança de zero a sete anos, seguida de mulheres e homens. 

Para diminuir o risco de infecção, é preciso isolar o membro com pano molhado e ir para o hospital.

“É essencial procurar um hospital, nem que seja para fazer um curativo e voltar para casa. É muito importante que seja feita uma avaliação nas primeiras horas da queimadura. É ela que determina como será a evolução e quais as sequelas. É preciso averiguar também a validade da vacina antitetânica da pessoa, caso esteja vencida, tem que ser aplicada. As queimaduras são uma porta de entrada muito fácil para o tétano e as pessoas se esquecem que a imunização tem de ser feita a cada dez anos. É muito importante, por menor que seja a lesão”, afirma o coordenador.

Ele observa que é extremamente desaconselhável o uso, por conta própria, de qualquer produto em cima da queimadura. Os mitos de usar pasta de dente, pó de café, entre outros, é muito prejudicial, principalmente na hora da limpeza da queimadura no hospital, podendo causar infecção.

Fonte:Iamspe