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Fraude de cartões

Publicada em : 05/03/2013

Internet também tem sido alvo de roubo de dados, principalmente devido ao uso do ‘cartão não presente’


É fato que o mercado brasileiro possui altas taxas de usuários de cartões. Segundo pesquisa realizada pela ACI Worldwide, empresa que produz sistemas de prevenção à fraudes bancárias e lavagem de dinheiro, todos os entrevistados que fizeram parte do levantamento da companhia, ou seja 5.223 pessoas de 17 países, entre eles o Brasil, disseram ter pelo menos um tipo do instrumento (crédito, débito ou pré-pago). Em paralelo, um terço comentou ter experimentado alguma forma de fraude nos últimos cinco anos.

Com isso é até possível pensarmos que utilizar o cartão é sinônimo de se tornar vítima dos fraudadores. Considerando apenas as taxas de fraudes em cartões de crédito, os brasileiros aparecem na 5ª posição do ranking (30% dos entrevistados disseram ter passado por essa experiência) e as de débito, em 6º lugar. Sobre os cartões pré-pagos, canal em que as fraudes ainda são pouco representativas, o País já ocupa a 5ª posição, com 7% dos pesquisados relatando que sofreram fraudes nesse instrumento.

Dados recentes do Serasa Experian também parecem comprovar essa teoria. A instituição constatou que as tentativas de fraudes contra os consumidores bateram recordes no ano passado, registrando uma tentativa de roubo de identidade a cada 14,8 segundos.

O roubo de dados pessoais é usado por criminosos para obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos ou fazer um negócio sob falsidade ideológica. Eles utilizam dados falsos ou informações de vítimas para aplicar golpes na emissão de cartões de crédito, compra de automóveis, celulares, abertura de conta corrente, financiamento de eletrônicos e outras atividades que a criatividade permitir.

Fraudes Móveis
Ainda de acordo com o levantamento da ACI Worldwide, a fraude móvel está em fase incipiente. Menos de 10% dos entrevistados dos países analisados demonstram preocupação com esse canal. Na Austrália, Alemanha e nos Países Baixos, os consumidores parecem estar mais atentos, a cada 8% dos entrevistados já expressam preocupação.

Consumidor desatento, perigo constante!

Mesmo com os números apresentados acima, muitos consumidores continuam apresentando comportamentos de risco no momento em que realizam suas transações bancárias ou eletrônicas e que podem colocá-los em situações de fraudes financeiras, incluindo o envio de documentos com informações importantes para suas lixeiras de e-mails e a utilização de computadores públicos ou sem software de segurança para acessar sites como Internet banking e lojas online.

Este é um ponto de atenção, pois os cuidados devem ocorrer tanto por parte do cliente quanto dos fornecedores de cartões e instituições financeiras. “Apesar do Brasil ser um país em potencial para o uso de smartphones para pagamentos móveis, Internet Banking, compras no comércio eletrônico e outros serviços, temos que ter em mente que a maioria da população brasileira foi recentemente ‘bancarizada’ e até pouco tempo ainda tinha o dinheiro e o cheque como primeiras opções para realizar suas transações. Por isso, ainda é tão comum as pessoas estarem menos atentas e serem vítimas de fraudes em cartões”, afirma Hugo Costa, presidente da ACI Worldwide.

Ele complementa, dizendo que o maior risco do mercado brasileiro hoje está associado ao chamado ‘cartão não presente’, ou seja, transações feitas via Internet Banking ou comércio eletrônico, ou uma transação que você inicia, por exemplo, por telefone e que não necessita o uso do cartão físico.

A pesquisa do Serasa Experian também comprova que um dos fatores para o aumento de golpes é o fornecimento de dados pessoais na Internet, com a popularização da rede e o uso de mídias sociais. Entre os principais golpes aplicados estão: a solicitação de emissão de cartões de crédito, o financiamento de produtos eletrônicos em lojas de varejo, compra de automóveis e celulares e a abertura de contas em bancos.

Para evitar as fraudes, o recomendado é não fornecer dados pessoais para pessoas estranhas, em pesquisas ou promoções, em sites que não sejam de confiança e nas redes sociais. Também é importante manter o antivírus atualizado para evitar o roubo de dados do computador.

Fonte:RMA Comunicação