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Governo sanciona lei que cria o programa Se Liga na Rede

Publicada em : 04/01/2012

Iniciativa vai custear ligação de esgoto de 192 mil famílias de baixa renda no Estado

O governador Geraldo Alckmin assinou nesta segunda-feira, 2, a lei que cria o Programa Se Liga na Rede. A iniciativa do Governo do Estado de São Paulo vai custear as obras dentro dos imóveis para que famílias de baixa renda se conectem à rede de esgoto.

"É um projeto para famílias que ganham até três salários mínimos. Então, até R$ 1.866, o Governo vai pagar a sua ligação de rede de esgoto. Isso porque estávamos verificando aqui na Região Metropolitana de São Paulo e também municípios mais pobres que são investidos bilhões em rede de esgoto, estações elevatórias, emissários, estações de tratamento e a pessoa não faz a ligação porque custa R$ 1.800", explicou o governador.

Serão 192 mil novas conexões, com resultados diretos para cerca de 800 mil pessoas. Além disso, os moradores de todas as regiões do Estado serão beneficiados com a iniciativa, que vai colaborar para a despoluição de córregos, rios e praias. O programa terá 80% dos recursos custeados pelo Governo do Estado e os 20% restantes pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Serão investidos R$ 349,5 milhões ao longo de oito anos.

O objetivo do programa é incentivar as famílias de baixa renda a ligarem seus imóveis à rede de esgoto, aumentando a eficiência dos programas de saneamento executados pelo Governo do Estado por meio da Sabesp. Quando não existe a ligação domiciliar, o esgoto acaba lançado in natura nos corpos d'água. O custo médio da obra dentro do imóvel para conexão à rede coletora é de R$ 1.820, o que se torna um impeditivo para quem tem baixo poder aquisitivo.

Com o Se Liga na Rede, as famílias que tenham renda familiar de até três salários mínimos terão a obra dentro de suas casas paga pelo Governo do Estado e pela Sabesp. A medida será adotada nos imóveis que já tenham a rede coletora instalada na rua. A estimativa é que sejam implantadas 76,8 mil conexões na Região Metropolitana de São Paulo; 30 mil na Baixada Santista; 5,6 mil na Região de Campinas; e 79,3 mil nos demais municípios do interior do Estado.

O programa vai funcionar do seguinte modo: após a sanção pelo governador e a assinatura do termo de cooperação entre Sabesp e prefeituras para a escolha das áreas a serem atendidas, técnicos comunitários da Sabesp visitarão os domicílios para apresentar o Termo de Adesão ao programa. Com a assinatura do termo, a obra é agendada e executada no prazo de 8 a 12 dias. Na capital, 50 agentes comunitários da Sabesp vão atuar na iniciativa.

Fonte:Sabesp