Notícias

Home/ Notícias Online/ Notícias/ Racionamento de água

Racionamento de água

Publicada em : 13/03/2019

Após chuvas, especialista em eficiência hídrica não descarta a possibilidade

Divulgação
O nível do Sistema Cantareira, principal reservatório de abastecimento de água da capital paulista, voltou a atingir 50,8% do volume após as fortes chuvas de fevereiro – o mais chuvoso dos últimos 15 anos – e início de março. Mas, o que poucos lembram, é que em comparação a 2013, a porcentagem é menor que a pré-crise hídrica, quando operava em 59%. Já a represa Guarapiranga, na zona Sul de São Paulo, que abastece 4 milhões de pessoas, precisou abrir as comportas pelo seu alto nível, que chegou a 86,7% e direcionou o excedente de água para o rio pinheiros, que ainda hoje recebe esgoto “in natura” de áreas nobres da região metropolitana.

De acordo com o especialista em eficiência hídrica, Wagner Cunha Carvalho, CEO da W-Energy e membro do Instituto para a valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo (IVEPESP), apesar do cenário ser aparentemente favorável, o risco de um novo racionamento hídrico no período de seca não é descartado. “Apesar de percebermos que as represas e reservatórios estão com um volume de água considerável, é adequado levarmos em consideração as medições feitas nos últimos anos. Não estão descartados cortes no abastecimento de água no período de seca, uma vez que os níveis dos reservatórios da Guarapiranga e da Cantareira são bem parecidos com os de março de 2013, 81% e 59% respectivamente, um ano antes da pior crise hídrica dos últimos cem anos”, explica.

Wagner ainda diz que outros agravantes batem à porta da população, sem ao menos perceberem. “O sistema todo do planeta está interligado, desde o desmatamento na Amazônia até o crescimento populacional, o aquecimento global, a produção excessiva de lixo, etc. Tudo isso interfere nas más condições hídricas que enfrentaremos daqui para frente”, relembra.

Apesar da SABESP não considerar a atual situação do Sistema Cantareira como estado de alerta, levando em conta que março é um mês chuvoso, é preciso adotar métodos de economia do recurso hídrico em residências, empresas, indústrias e condomínios para acabar com o desperdício. “O comportamento humano ainda é o maior economizador dos recursos naturais e financeiros que existem. Apesar disso, existem peças específicas, popularmente chamadas de adaptadores econômicos, que acoplados às saídas de torneiras e em sanitários, poupam cerca de 90% de água por minuto em relação às torneiras comuns. São tecnologias importadas da Suécia e Alemanha, com baixo custo e eficiência comprovada. Além disso, a comunicação visual, cultura sustentável, varredura em canos no subsolo com Geofones, para detectar possíveis defeitos invisíveis e todo um suporte virtual, garantem uma economia eficiente e altamente sustentável em qualquer casa, empresa, indústria ou condomínio”, diz.

O especialista ainda ressalta:
- Evite tomar banhos demorados. Para as crianças, use um “timer” de 5 minutos, como um desafio positivo. Priorize a água para enxaguar o corpo.
- Evite fazer a barba (homens) e lavar lingeries (mulheres) durante o banho.
- Não use a descarga para outros fins, como lixeira de papel.
- No ato de lavar a louça, limpe bem os restos de alimentos e enxague-a toda de uma vez.
- Lave as roupas na máquina quando estiver com o cesto cheio. No tanque, feche a torneira enquanto ensaboa as peças.
- Não utilize a mangueira para lavar o carro e a casa. Priorize um balde e pano.

Fonte:Denadai Comunicação