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Economia Criativa

Publicada em : 03/07/2018

Copa do Mundo protagoniza aulas no Colégio Mary Ward

Projeto com alunos do período integral amplia o senso de colaboração e comunidade entre os participantes e inibe a ideia de consumismo.

A Copa do Mundo é o assunto campeão junto à criançada. A “fome” pelo hexacampeonato movimenta o interesse dos pequenos brasileiros, que aguardam pela oportunidade de comemorar a vitória da seleção pela primeira vez em 16 anos.

A invasão verde e amarela entre as crianças, porém, dessa vez não é vista como um empecilho dentro da sala de aula. Hoje, a Copa do Mundo protagoniza as aulas e é utilizada como tema educativo no Colégio Mary Ward, na zona leste de São Paulo. Lá, os alunos do integral iniciaram os estudos em economia criativa com base na pergunta: “Como ir à Copa do Mundo na Rússia utilizando a economia criativa?”.

A ideia é que os estudantes pensem em soluções diferentes e econômicas para ir à Rússia assistir aos jogos. “Eles logo surgem com ideias de ir para a Rússia e oferecer serviços, como cortar a grama dos estádios em troca de ingressos dos jogos. Quando descobrem que é possível viajar trocando a hospedagem por alguma habilidade, ficam muito surpresos”, afirma Alexandra Grassini, professora do integral no Colégio.

Segundo Alexandra, o objetivo do projeto é fazer com que os alunos entendam as diversas possibilidades que a economia criativa pode proporcionar, trazendo soluções inéditas para problemas. “A economia criativa surge como uma inovação, pois promove o desenvolvimento sustentável e humano, e não apenas o crescimento econômico. De acordo com o Sebrae, a economia criativa é o conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico”, ressalta a professora.

Rumo à Rússia
Durante as aulas, os pequenos começam as pesquisas em uma plataforma chamada “Worldpackers”, na qual os viajantes trocam habilidades por hospedagem, e na “Couchsurfing”, projeto sem fins lucrativos, cujos participantes compartilham seus sofás sem cobrar nada. Além destes, os alunos também utilizam o aplicativo “Tem açúcar?”, que conecta pessoas dispostas a compartilhar objetos e bens, apostando na colaboração local como estímulo à economia. 

Para Alexandra Grassini, ensinar a economia criativa desde cedo é uma maneira de ampliar o senso de colaboração e comunidade entre os alunos, além de inibir a ideia de consumismo. “A indústria criativa estimula a geração de renda, cria empregos e produz receitas de exportação, enquanto promove a diversidade cultural e o desenvolvimento humano”, destaca a professora. “São as crianças que contribuirão para uma consciência de mundo diferente no futuro, e a economia criativa transforma o olhar e amplia uma visão para várias possibilidades de soluções, tornando o mundo mais livre e completo”, finaliza.

Fonte:COMMUNICA BRASIL