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Nova Lei de Cotas

Publicada em : 18/12/2012

Em pesquisa realizada pelo Nube, cerca de 60% dos jovens são contra a nova proposta


Na semana passada, durante o programa de rádio "Café com a Presidenta", Dilma Rousseff confirmou acreditar na melhoria do acesso à educação no Brasil por meio da nova Lei de Cotas. A partir de 2013, 12,5% das vagas em universidades devem ser destinadas a alunos cotistas. E os próprios estudantes, o que pensam a respeito? Para saber a resposta, o Nube realizou a pesquisa: "Você é a favor das cotas em universidades?".

Ela ficou disponível de 26 de novembro a 7 de dezembro e contou com a participação de 5.385 internautas. As opções eram "Sim, é a única chance das minorias terem acesso às melhores faculdades", "Sim, é uma dívida da sociedade com as minorias", "Não, todos são iguais e devem ter as mesmas oportunidades" e "Não, isso ainda trará mais preconceito".

A campeã disparada foi "Não, todos são iguais e devem ter as mesmas oportunidades", com 39,89%. A outra resposta negativa, "Não, isso ainda trará mais preconceito", ficou em terceiro lugar, com 20,50%. A maioria dos jovens, somando os dois resultados, não é favor da nova Lei de Cotas.

De acordo Marcelo Cunha, colaborador da área de Treinamento do Nube, esses votantes veem a cota como mais um ato segregador, pois abre até o questionamento sobre a capacidade dos cidadãos em conquistar o ingresso por si só. "Ela também gera sentimentos  de injustiça a quem não pode desfrutar da cota e não dispõe de estrutura financeira ou familiar na construção de uma vida acadêmica", completa.

Em segundo lugar, com 27,82%, ficou "Sim, é a única chance das minorias terem acesso às melhores faculdades". Essa resposta pode ser justificada juntamente com a última opção dos internautas, "Sim, é uma dívida da sociedade com as minorias", com 11,79%. "Alguns estudantes concordam com a cota, independentemente de o projeto ser ou não ideal, simplesmente pela falta de projetos existentes no Brasil.

Segundo Cunha, conscientizar as pessoas compondo a classe dominante é um trabalho árduo. “Esta é uma luta secular e precisamos de mais algumas décadas para evoluir ao ponto das diferenças serem toleradas, aceitas e quem sabe admiradas", completa.

Fonte:Nube