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Humanas x Exatas

Publicada em : 22/09/2011

Em estudo realizado pelo Nube, estudantes das áreas de exatas tem escrita superior, se comparados aos de humanas

O português é um dos itens mais avaliados no momento das seleções e entrevistas. No entanto, mesmo estando entre os principais fatores eliminatórios, parece não ser levado muito a sério por parte dos estudantes. Em uma pesquisa realizada pelo Nube, sobre erros de ortografia, o resultado foi impressionante e revelou uma dura realidade.

O estudo foi feito entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2011 e 10 mil candidatos a vagas de estágio realizaram um ditado de 30 palavras. Dentre as palavras avaliadas estavam: desajeitado, autorizar, exceção, seiscentos e anexo. O objetivo era selecionar os melhores e permitia até seis erros.

A grande surpresa foi o fato dos estudantes dos cursos de exatas terem tido resultado superior aos de humanas. Os engenheiros obtiveram a melhor avaliação e 87,5% conseguiram passar nos testes. Na outra ponta estão os alunos de Comunicação, onde 65,3% foram reprovados. Para a coordenadora de recrutamento e seleção do Nube, Natália Caroline Varga, foi uma constatação surpreendente. “Isso nos mostra um pouco como está o mercado: temos muitos candidatos, mas poucos qualificados para algumas áreas”, explica.

Universitários de pedagogia também deixaram a desejar e 68,7% foram desclassificados. “Ficamos apreensivos nas contratações, pois muitos desses jovens estão perto de se formar”, afirma Natália. No entanto, o baixo índice não fica apenas com quem já está na faculdade. “Os candidatos de ensino médio já apresentam uma porcentagem pequena de aprovação. Somente 40,4% passam para as próximas fases. Não é de se estranhar chegarem no ensino superior com essa defasagem”, comenta a coordenadora.

Segundo os recrutadores do Nube, a situação fica ainda pior quando vem o momento de redigir uma redação. Afinal, além dos deslizes ortográficos, é muito comum ver erros de concordância e dificuldade na interpretação de textos. “A maioria fica preocupado em obter conhecimentos em idiomas ou outros cursos e acabam não dando atenção ao principal, a própria língua”, assegura Natália.

Neste cenário, alguns cuidados devem ser levados em conta, com o intuito de melhorar o repertório nas provas. “Treinar a escrita faz toda a diferença e isso é possível com a prática de redações e pequenos textos. A leitura também é fundamental. Quem não tem o hábito de ler, pode começar com jornais, revistas ou livros de seu interesse, como, por exemplo, gibis”, ensina Natália. Fora isso, é sábio procurar se interar sobre as regras e alterações da reforma ortográfica, pois no início de 2012 valerão para todos e as empresas começarão a exigir.

Fonte:Imprensa Nube <release@comuniquese1.com.br>