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Bibliotecas públicas municipais recebem 25 mil audiolivros

Publicada em : 06/09/2011

Fundação Dorina e Instituto Votorantim ampliam o acesso a cultura as pessoas com deficiência visual

Para atender os jovens leitores com deficiência visual, independente do domínio do sistema braille a Fundação Dorina e o Instituto Votorantim criaram uma iniciativa inédita: a distribuição de 25 mil exemplares de audiolivros para todas as bibliotecas públicas municipais do país. Ao todo 5.000 espaços de leitura receberam um kit com 5 audiolivros: Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida; Vidas Secas, de Graciliano Ramos; O Cortiço, de Aluísio Azevedo; Capitães de Areia, de Jorge Amado e Cidade Ilhada, de Milton Hatoum.

O objetivo é que todas as bibliotecas públicas municipais no país iniciem um acervo acessível às pessoas com deficiência visual, ou seja, atingir 79% das cidades brasileiras, o que beneficia diretamente cerca de 150 mil pessoas cegas e com baixa visão, entre elas 68 mil jovens. As bibliotecas participantes receberam o Selo de Biblioteca Amiga da pessoa com deficiência visual.

“Este é um projeto inédito, pois tem alto impacto na vida de jovens com deficiência visual de todo o país, por isto selecionamos clássicos de literatura pré-vestibular e best sellers. A idéia é incentivar que as bibliotecas ampliem o acervo de livros para este público, fortalecendo a sua inclusão social”, comenta Susi Maluf, gerente geral de operações da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Outra preocupação foi com a capacitação dos bibliotecários para o atendimento deste público. Os espaços receberam um livro com orientações e dicas quanto à disposição e uso dos livros pelas pessoas cegas e com baixa visão, quanto as possibilidade de interação que o livro permite entre pessoas com e sem deficiência visual, bem como a sensibilização do público geral com relação à deficiência e a inclusão social.

O impacto da ação será avaliado por meio de questionários de acompanhamento que foi distribuído junto com o kit. Assim será possível melhorar o atendimento e monitorar as demandas das pessoas beneficiadas pelo projeto: sejam bibliotecários ou pessoas com deficiência visual. Para complementar, serão realizadas visitas esporádicas a bibliotecas.

Hoje segundo o IBGE, existem no Brasil cerca de 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo quase 3,5 milhões de jovens. Porém, segundo o Ministério da Cultura, apenas 9% das bibliotecas públicas municipais dispõem de algum acervo acessível a estas pessoas.

A iniciativa faz parte do projeto “Nós também gostamos de ler!”, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, enquadrado no artigo 26 da Lei Rouanet 8.313/91, sob o número 105106, do Programa Nacional de Apoio a Cultura – PRONAC.

Fonte:Daniela Santos Coutelle