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Walcyr Carrasco

Publicada em : 06/02/2019

Livros estimulam crianças a se livrar de preconceitos

Divulgação
Viver em sociedade não é tão fácil quanto parece. Num país tão diverso quanto o Brasil, conviver com o diferente torna-se um desafio ainda maior. Esta realidade acaba se refletindo no universo infantil, onde as crianças muitas vezes desenvolvem preconceitos que podem acabar carregando para a vida inteira. Por conta disso, o dramaturgo e escritor Walcyr Carrasco traz em suas obras, publicadas pela Editora Moderna, uma abordagem lúdica e metafórica sobre como lidar com tantas diferenças.

No lançamento Laís, a Fofinha, Walcyr aborda o drama da personagem-título, que passa a sofrer bullying na nova escola por ser gordinha. Desanimada com a vida, Laís inventa dietas malucas que colocam sua saúde em risco e se torna uma criança triste, até que vê a oportunidade de superação. O livro traz uma importante lição sobre aceitação própria e como questões estéticas se revelam tão sem importância no decorrer da vida.

"Escrevi este livro baseado em muitas meninas que conheci. É horrível quando alguém houve piadas por causa de sua aparência. Mas quem atormenta o colega, dizendo que é só brincadeira, também acaba perdendo. Perde, no mínimo, a chance de fazer um amigo", diz Walcyr.

Assim como a discriminação por questões estéticas, também existe um grande preconceito em relação a deficiências físicas. Este é um tema, por exemplo, que o autor aborda em outra de suas obras: A Ararinha do Bico Torto conta a história de Nina, uma pequena arara que nasceu com o biquinho torto, impedindo-a de se alimentar. Isso fez com que ela fosse rejeitada pela família. A sorte de Nina foi ser encontrada pelo garoto Mário, que se tornou seu amigo e a alimentou. Depois de grande, a deficiência de Nina se tornou chamariz para amizades com outros pássaros.

A temática animal também aparece em Pituxa, a Vira-Lata, outra obra do escritor. O livro conta a história da menina Alice, uma garota rica e cercada de luxo que adorava seus dois pastores-alemães. Sempre que saía com sua mãe, Alice se incomodava com a presença de um catador de papelão próximo a uma banca, sempre acompanhado de sua cadela vira-lata Pituxa. Um dia, o pobre catador adoeceu e Pituxa ficou sozinha. Triste e sem comer, Pituxa foi adotada pela mãe de Alice, para desespero da menina e dos dois cães de guarda. Uma reviravolta do destino, porém, fez com que Pituxa ganhasse uma importância tremenda na vida de todos.

"No meu dia a dia, vejo que as pessoas dão muita importância à posição social. Às vezes, alguém se exibe porque tem uma roupa mais cara que a do outro, mora em uma casa maior, enfim, vive com mais luxo. Queria dizer, com este texto, que diferenças não importam. Somos todos iguais", fala o autor.

Os três títulos mencionados contam com ilustração de Ana Matsusaki e fazem parte da série Todos Juntos, que conta também com o título Meus dois pais

Fonte:Danthi Comunicações