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Espetáculo Escapamento estreia no Espaço Elevador

Publicada em : 23/10/2014

Texto inédito do autor Aramyz, espetáculo aborda a questão da terceira idade por meio dos conflitos de uma família



Texto inédito do autor Aramyz, o espetáculo Escapamento teve sua estreia 15 de outubro, no Espaço Elevador. A peça aborda a questão da terceira idade por meio dos conflitos de uma família. Com concepção cênica e direção de Valter Bahia Filho, a montagem é encenada pela Cia Trilhas da Arte – Pesquisas Cênicas. Elenco reúne os atores Antonio Ginco, Liz Nunes, Marco Faustino e Reynaldo Cortazzi.

Em Escapamento, Dalva e Dito, um casal de idosos, recebe seu filho após a morte de sua mulher. A relação dos pais é absurdamente doentia, a mulher com seus desmandos anula a vida do esposo. No reencontro com o filho, as atitudes pré-determinadas de Dalva se chocam com a passiva ironia deste, levando-os a uma desgastante continuidade de um cotidiano que culmina com um farsesco realismo tragicômico.

“São personagens que vivem no seu limite, que repetem as falas como se pudessem fazer pequenos fragmentos de vida voltar, reviver suas dores, alegrias, incertezas, como se fosse possível recuperar todos os delicados pedaços perdidos no caminho da vida...”, afirma o autor Aramyz. A peça aborda temas como o divino e o sagrado, a vida e a morte, os preconceitos velados, o suicídio, o desafio da sobrevivência na cidade grande e a doença como redenção.

“Sobre a concepção cênica, a linguagem escolhida foi o realismo fantástico, onde os arquétipos e as fantasias se materializam. A ação cênica se desenrola em um pequeno apartamento no centro de São Paulo, que se transforma em outros lugares reais ou não, como um cortejo fúnebre, um sepultamento ou a ressurreição pela fé cega. É um mergulho nas sombras de cada um, num ambiente claustrofóbico, onde só o humor pode ser a salvação”, afirma o encenador Valter Bahia Filho.

A montagem trabalha com elementos da farsa contemporânea e do tragicômico, apresentando cenografia em escala reduzida, com mobília em miniatura, predominantemente em preto e branco. O figurino em preto, azul escuro e branco retrata a decadência social da família, com estética realista. A maquiagem é ultra esbranquiçada, com cabelos armados, evidenciando o estado emocional das personagens. A sonoplastia tem a função de criar imagens e situar a ação cênica, com sons urbanos e ondas do mar. A iluminação, com características expressionistas, é assinada por Décio Filho e Valter Bahia Filho. A cenografia, figurino e trilha sonora são assinadas pelo diretor, com realização do Grupo.

Aramyz: Autor, diretor e ator. Escreveu, entre outros textos: Do Lixo ao Lixo, que teve sua direção e Minhas Mulheres, no qual também atuou, com direção de Antonio Ginco. Escreveu o livro O Nome do Teu Nome, lançado no Brasil e na Argentina pela Editora Giostri. Como ator, foi finalista da mostra de Humor dos Parlapatões (2007/2008); convidado do Memorial da América Latina para a Mostra de Teatro Ibero Americano com o Pocket Show de Humor AHAMMM !!! (2008); convidado do Comediantes em Pé de Guerra, no Parlapatões (2010); foi um dos criadores dos espetáculos de Stand up Comedy A comédia de todos Nós e Confraria da Comédia; criador junto com Evandro Santo (Cristian Pior) e Darwin Demarch do show de humor Deboshow. Atuou também nas peças Dom Casmurro, adaptação a obra de Machado de Assis, direção de José Paulo Rosa e A Casa de Bernarda Alba, de Garcia Lorca, direção de Roberto Nogueira.Na TV, foi vencedor do Concurso de Humoristas do Programa Toda Sexta / Adriane Galisteu, na Band (2011) e vice campeão do Concurso de comediantes Arquibancada do Riso, no SBT (2012). Atualmente escreve a coluna teatral da Revista Eletrônica BEAR MAGAZINE.

Valter Bahia Filho: Ator e diretor, iniciou seus estudos em teatro na Universidade Federal da Bahia, profissionalizando-se em 1993. Trabalhou no Centro de Pesquisa Teatral por três anos, tendo atuado no espetáculo Medéia, sob direção de Antunes Filho, e Núcleo de pesquisas do Grupo TAPA por dois anos. Ao longo da sua formação estudou com nomes renomados do teatro brasileiro, como Augusto Boal, Juliana Carneiro da Cunha e Bia Lessa, entre outros. É mediador em diversos projetos de formação cultural convidado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo desde 2003, onde ministra workshops e oficinas para atores. Em paralelo às atividades artísticas cursa pós-graduação em Comunicação empresarial e institucional.

Cia Trilhas da Arte – Pesquisas Cênicas: Formado em 1991 na cidade de Americana (SP), a partir de 2005, o grupo se estabelece em SP e filia-se à Cooperativa Paulista de Teatro. Em Americana tem sua sede própria que abriga outras companhias e oferece cursos de interpretação e oficinas ministradas por vários profissionais convidados, como Verônica Fabrini (Boa Cia.) Tiche Vianna (Barracão Teatro) e Carlos Simioni (Lume Teatro). Criou o Festival Nacional de Teatro, com palestras e oficinas abertas aos participantes e a comunidade. Profissionais convidados: Neyde Veneziano, Antonio Januzeli, Renata Palotine entre outros. Em 2010, inaugura sua sede em São Paulo, o Café Teatro Estação Caneca – Espaço Cultural Trilhas da Arte, permanecendo no espaço até 2013.  Entre 2010/12 fica em cartaz com Senhorita Júlia, de Strindberg, com direção de Antonio Ginco e O Pequeno Senhor do Tempo, de Raphael Júdice, com direção de Juliana Calligaris. Em 2013, Catadióptrico, de Monalisa Vasconcelos, com direção de Leticia Olivares, além de excursionar com Senhorita Júlia e O Pequeno Senhor do Tempo em Festivais e pelo SESC. Em seu currículo constam 10 espetáculos, com indicações e prêmios em diversas categorias (direção, cenário, figurino, maquiagem, ator e atriz) em vários Festivais de Teatro. Entre os espetáculos, estão: Passagem das Horas, Réquiem para os Vivos, O(s) Rinoceronte(s) e Pedreira das Almas, entre outros.
Para Roteiro

ESCAPAMENTO – Estreia dia 15 de outubro de 2014. Texto: Aramyz. Concepção cênica e direção: Valter Bahia Filho. Com a Cia Trilhas da Arte – Pesquisas Cênicas. Elenco: Antonio Ginco, Liz Nunes, Marco Faustino e Reynaldo Cortazzi. Duração: 70 minutos. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$40,00 (Inteira), R$20,00 (meia) e R$10,00 (moradores da Bela Vista). Quartas e Quintas, às 21h. Até 13 de novembro.

ESPAÇO ELEVADOR – Rua Treze de Maio, 222 – Bela Vista, tel: 3477-7732. Capacidade 42 lugares. Bilheteria abre uma hora antes do espetáculo. Aceita cheque. Ar condicionado.  

Fonte:Assessoria de Imprensa Amália Pereira