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Ópera do Malandro

Publicada em : 15/08/2014

Kleber Montanheiro dirige, faz cenário, figurino e vive Geni na montagem

Divulgação
São 18 atores que interpretam 16 canções, cenário inspirado na poltrona Favela, dos irmãos Campana e figurino todo preto, com referência em Jean Paul Gaultier, Alexander McQueen e Coco Chanel. A remontagem do espetáculo - que teve versão original apresentada em 1978 - faz parte do projeto Chico 70, em referência aos 70 anos do autor. Depois da temporada de estreia no CCBB, o espetáculo inaugura a nova sede da Cia. da Revista, na Al. Nothmann, 1135, em Santa Cecília, dia 13 de setembro.

Trinta e seis anos depois de sua estreia, o clássico espetáculo musical de Chico Buarque tem nova montagem, agora pela ótica contemporânea do criativo KLEBER MONTANHEIRO. O diretor da Cia da Revista coloca em cena seus 13 atores e abre espaço para mais cinco convidados. Na direção, cenário, figurino e ainda interpretando a personagem Geni, estreia sua encenação para a peça Ópera do Malandro dia 8 de agosto, sexta-feira, às 20h no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. São 22 sessões no CCBB, de quarta a segunda.

O terno do malandro muda de cor: sai o claro, entra o escuro, mais moderno. Max (vivido por Flávio Tolezani) fica na estica ao usar modelo sob medida, todo preto. A cor dá o tom dos tipos em cena e contrasta com o cenário de ripas de madeira. Mais bandida e andrógina, a Geni do premiado Kleber - Femsa 2014 (iluminação de Crônicas de Cavaleiros e Dragões), APCA 2008 (direção de Sonho de Uma Noite de Verão) e Femsa 2009 (direção de A Odisséia de Arlequino) - revende perfumes contrabandeados. Prostitutas e outros malandros passeiam pela montagem.

Para Marcos Mantoan, diretor do CCBB-SP, “com a realização da montagem de Ópera do Malandro, o CCBB dá continuidade a uma sequência de espetáculos musicais, que se iniciou em 2013 com Operilda na Orquestra Amazônica e com Vingança – O Musical, que valorizam a cultura e a estética brasileira”. Ainda para 2014, o CCBB São Paulo tem programado mais dois musicais, um em homenagem à cantora Cássia Eller e outro ao músico e cantor Odair José.

A estreia do espetáculo faz parte do projeto Chico 70, viabilizado em parte pela 23º edição do Programa de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo. Trata-se de um diálogo com a obra de Chico Buarque, no ano de suas sete décadas de vida. A partir de uma pesquisa prática da linguagem do Teatro de Revista, provocada pela obra musical de Chico Buarque e pelo conto Seminário dos Ratos, de Lygia Fagundes Telles -, Chico 70 é fundamen¬tado na produção simultânea de dois espetáculos.

A remonta¬gem do texto teatral do autor (Ópera do Malandro) vem antes da peça autoral da Cia da Revista, com drama¬turgia inédita, Reconstrução, que estreia no Espaço Cia da Revista no dia 18 de setembro.

Com direção musical de Adilson Rodrigues, a Ópera do Malandro tem 18 atores em cena: Heloísa Maria (Vitória), Kleber Montanheiro (Geni), Adriano Merlini (Chaves), Natália Quadros (Lúcia), Pedro Henrique Carneiro (Barrabás), Pedro Bacellar (Big Ben), Paulo Vasconcelos (Johnny Walquer), Gabriel Hernandes (General Eletric), Gabriela Segato (Mimi Bibelô), Daniela Flor (Dóris Pelanca), Bruna Longo (Fichinha), Luzia Torres (Shirley Paquete), Nina Hotimsky (Jussara Pé de Anjo) e (os convidados) Flávio Tolezani (Max Overseas), Gerson Steves (Duran), Erica Montanheiro (Teresinha), Alessandra Vertamatti (Dorinha Tubão) e Mateus Monteiro (Phillip Morris).

O musical traz tipos inesquecíveis criados por Chico Buarque, como a travesti Geni (Kleber Montanheiro), aliada de Max. Eternizada pelo refrão "... joga pedra na Geni", (da canção Geni e Zepelim, de Chico Buarque), a personagem ganha versão mais criminalizada com a Cia da Revista. "Ela é mais marginal, mais bandida. Nossa Geni é inspirada livremente na personagem Madame Satã, que habitou o Rio de Janeiro, virou filme protagonizado por Lázaro Ramos e vive até hoje na lembrança do povo brasileiro. O figurino atualiza Geni para os dias atuais, criando um visual mais andrógino, entre a masculinidade e a leveza feminina", conta Montanheiro.

A montagem parte da associação da obra com o momento atual do País; a provocação de uma reflexão direcionada não ao momento político, como propôs Chico Buarque na versão original, mas sim ao indivíduo em seu contexto social. Os pequenos delitos, os acontecimentos do dia a dia que possibilitam a malandragem de cada um perante o outro e a sociedade em que esse malandro atual vive inserido.

Para complementar essa ideia, a encenação faz ainda uma homenagem ao teatro brasileiro, por meio de canções de Chico compostas para a peça. Cada número musical é inspirado num momento histórico-teatral. São 16 canções, como na versão original do espetáculo.


SERVIÇO

ÓPERA DO MALANDRO 

Estreia no dia 7 de agosto (para convidados), quinta-feira às 20h e no dia 8 de agosto (para público), sexta-feira, às 20 horas,
Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
Temporada: até 31 de agosto de 2014
Quarta a sábado, às 20h.
Domingo, às 19h.
Segunda, às 20h.
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia-entrada)
Duração: 150 min.
Classificação estaria: 12 anos.
Teatro: 132 lugares
Atenção: Dias 25/8 (segunda feira) e 27/08 (quarta feira) não haverá espetáculo.

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações: (11) 3113-3651
bb.com.br/cultura / twitter.com/ccbb_sp / facebook.com/ccbbsp

SAC 0800 729 0722 / Ouvidoria BB 0800 729 5678
Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228 (Ed. Zarvos) - R$ 15,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB -, com transporte gratuito até as proximidades do CCBB.

Fonte:Assessoria de Imprensa CCBB