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Armadilhas Brasileiras

Publicada em : 18/12/2013

estreia nova temporada

Após a estreia em abril de 2013 e de ter percorrido seis capitais brasileiras (Natal, Recife, João Pessoa, Brasília, Goiânia e Rio de Janeiro), o premiado grupo teatral Companhia do Feijão está de volta à capital paulista com o seu mais recente espetáculo, Armadilhas Brasileiras

Conta a história de artistas de um grupo de teatro estão em processo de criação de uma peça sobre a crise econômica mundial de 1929 e suas consequências para os trabalhadores brasileiros. Durante o ensaio, porém, surge entre os atores (que também são os autores da peça) um conflito sobre os rumos da história, com questionamentos antagônicos sobre conteúdos e formas de representação. O acirramento deste embate de opiniões leva a um “golpe cênico”, que muda a história que vinha sendo contada e traz ao foco da discussão o próprio fazer artístico.
 A montagem tem como plataforma as obras Café, O banquete (inacabada) e A meditação sobre o Tietê, de Mário de Andrade, combinadas com trechos livremente inspirados em obras de Bertolt Brecht, Groucho Marx, Machado de Assis, Oswald de Andrade, Samuel Beckett e Vladimir Maiakovski.

Em seu primeiro ato o espetáculo mostra o grupo contando, em tom épico, a história da crise brasileira do café em 1929 retratada na obra de Mário de Andrade. Como ponto de partida, a indignação difusa dos trabalhadores da indústria cafeeira (rurais e portuários) com a exploração dos patrões. Desde o início a história é contada com interferências aparentemente contraditórias de alguns atores.


No segundo ato, onde o descontentamento crescente dos trabalhadores retratados (agora urbanizados e organizados) levaria à realização de uma revolução vitoriosa, alguns dos artistas do grupo tomam a iniciativa de romper a trajetória original da ação por achá-la pouco plausível para os dias de hoje. Inserindo cenas novas, não previstas, gradativamente deturpam a direção utópica da encenação por meio de expedientes próprios da linguagem grotesca. No final, como espécie de somatória das contradições dos dois grupos em disputa, ganha relevo um terceiro tipo de narrador, uma terceira possibilidade de forma e conteúdo, que desde o início esteve presente pontuando a narrativa principal, provocando ambos os grupos sem aderir definitivamente a nenhum.

Com direção Pedro Pires, que também assina a dramaturgia ao lado de Zernesto Pessoa, a montagem traz no elenco Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Flávio Pires, Guto Togniazzolo e Vera Lamy

FICHA TÉCNICA

Elenco: Fernanda Haucke, Fernanda Rapisarda, Flávio Pires, Guto Togniazzolo e Vera Lamy

Argumento e Direção: Pedro Pires

Dramaturgia: Pedro Pires e Zernesto Pessoa

Cenário: Fernanda Aloi e Pedro Pires

Figurinos: Daniel Infantini e Guto Togniazzolo

Direção musical: Flávio Pires e Lucas Vasconcelos

Músicas: núcleo artístico da companhia e Lucas Vasconcelos

Iluminação: Pedro Pires e Zernesto Pessoa

Criação em vídeo: Leandro Goddinho

Fotos: José Romero

Projeto gráfico: Ieltxu Martínez Ortueta

Produção e assistência geral: Paulo Reis

Colaboração artística: Brava Companhia, Cia. Antropofágica, Denise Namura, Engenho Teatral, Francisco Zmekhol Nascimento de Oliveira, José Antônio Pasta Jr., Luiz Ruffato, Michael Bugdahn, Nuno Ramos, Sérgio de Carvalho e Walter Garcia



SERVIÇO

Espetáculo “Armadilhas Brasileiras”

Local: Companhia do Feijão

Temporada: 18 de janeiro a 17 de março de 2014

Horários: sábados às 21h, domingos e segundas às 20h

Ingressos: grátis – distribuição por ordem de chegada, sem possibilidade de reserva – bilheteria aberta uma hora antes das apresentações

Classificação etária: 14 anos

Duração: 120 minutos

Capacidade: 50 lugares

Endereço: – R. Dr. Teodoro Baima 68 – República

Telefone: (11) 3259-9086



Fonte:Sylvio Novelli – Assessoria em Comunicação