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Bola de Ouro

Publicada em : 08/11/2013

Montagem dirigida por Marco Antônio Braz tem elenco formado por Celso Frateschi, Walter Breda, Marlene Fortuna, Luis Serra e Carolina Gonzalez

Lenise Pinheiro

Bola de Ouro é o primeiro texto de Jean-Pierre Sarrazac, expoente da dramaturgia francesa contemporânea, que ganha montagem brasileira. A estreia acontece no dia 14 de novembro, quinta-feira, no Sesc Santo Amaro, às 21 horas.

Com direção de Marco Antônio Braz, o espetáculo tem elenco formado por Celso Frateschi, Walter Breda, Marlene Fortuna, Luis Serra e Carolina Gonzalez. No enredo, os personagens são levados a ter um encontro com o passado, provocando o confronto de gerações, visto pelo espelho das próprias histórias.

Bola de Ouro é o nome de um café parisiense que não existe mais. Em seu lugar funciona uma livraria. Nele se reunia, em 1968, um grupo de jovens "revolucionários" que conspiravam contra o sistema vigente e planejavam a revolução futura. Passados 30 anos, três membros deste grupo recebem uma estranha convocação anônima: e-mails, assinados por um pseudônimo, diz que eles devem retornar ao Café Bola de Ouro para uma reunião. Este convite, com cheiro de vingança, desencadeia um processo reflexivo sobre suas vidas e atitudes.

O diretor Marco Antônio Braz afirma que “o atrativo maior desta trama é provocar a reflexão sobre as gerações e discutir sobre como pensa a pessoa que era jovem quando se torna velha”. Cada personagem da história é uma parte simbólica de sua geração. O Escritor Herói (Celso Frateschi) era um rapaz de forte veia revolucionária que se tornou autor consagrado, assimilado pelo Estado. O Jornalista (Walter Breda) saiu dos panfletos revolucionários para ser editor de um jornal burguês. A Imóvel (Marlene Fortuna), que foi grande jornalista de causas feministas dos anos 70, tornou-se pintora reclusa, voltada para si mesma. E O Praguejador (Luis Serra) não quis abrir mão dos seus ideais, ficou esquecido e foi aquele que mais envelheceu.

A Estagiária (Carolina Gonzalez) é quem puxa o fio condutor da narrativa. Filha de A Imóvel, ela chega à redação do velho jornalista e suscita nele as lembranças que vão revelando ao público os meandros da trama e a relação entre os personagens que, possivelmente, levará ao ajuste de contas.

A trama apresenta diferentes lugares que se misturam e os personagens podem falar na presença um de outro ou mesmo à distância. A “conspiração”, divulgada no passado, pode ir se modificando nestes lugares “invisíveis”, onde os protagonistas tentam se libertar do passado, reencontrando-o.

Marco Antônio Braz explica que uma das características da dramaturgia de Sarrazac é não deixar explícito o que é diálogo e o que é pensamento. “Os solilóquios são frutos do movimento interno da obra e não revelam se eles estão pensando ou dialogando. Esta pequena desordem na estrutura dramatúrgica é a maior riqueza desse texto. Bola de Ouro é teatro que se assume como teatral”.

Segundo o diretor, esta obra mostra a amplitude da dramaturgia francesa: “o teatro na França vai bem além dos autores tradicionais e excelentes que conhecemos”. E completa dizendo que para encenar Jean-Pierre Sarrazac, lança mão das “ferramentas” contemporâneas para que a estética da montagem tenha reflexo na força de síntese do dramaturgo. E finaliza: “é claro que mais que fundamental é ter em cena atores experientes, conscientes de serem atores, conscientes de estarem no teatro vivendo personagens”.

Ficha técnica
Espetáculo: Bola de Ouro
Texto: Jean-Pierre Sarrazac
Tradução: Carolina Gonzalez
Direção: Marco Antônio Braz
Elenco: Celso Frateschi, Walter Breda, Marlene Fortuna, Luis Serra e Carolina Gonzalez.
Elenco/apoio: Luiz Amorim
Cenografia e figurino: Silvia Moreira
Iluminação: Fran Barros
Trilha sonora: Zema Tämatchan
Assistência de direção: Marcelo Peroni
Visagismo: Jorge Abreu
Direção de produção: Henrique Benjamin
Assistente produção: Fernanda Lorenzoni
Produção administrativa: Fabio Hilst
Produção executiva: Ana Nero
Assessoria jurídica: Martha Macruz de Sá
Assessoria contábil: Paulo Exel
Programação visual: Benoit Jeay
Fotos: Lenise Pinheiro
Patrocínio: Ache laboratórios e Vedacit
Realização: Sesc SP

Serviço
Temporada: 14 de novembro a 21 de dezembro
Sesc Santo Amaro - Teatro
Rua Amador Bueno, 505 - Santo Amaro/SP – Tel (11) 5541-4000
Horário: de quinta a sábado - às 21 horas
(Dia 15/11 a peça será apresentada, excepcionalmente, às 19 horas)
Ingressos: R$ 16,00 (inteira), R$ 8,00 (usuários, estudantes, maiores de 60 anos, aposentados, pessoa com deficiência e professor da rede pública), R$ 3,20 (comerciário), pelo Ingressosesc (Unidades e Portal Sesc).
Duração: 80 min. Classificação etária: 12 anos. Gênero: drama
Ar Condicionado. Acesso universal. Capacidade: 270 lugares
Estacionamento: R$ 3,00 a R$ 6,00 (1ª hora). www.sescsp.org.br

Fonte:Verbena Comunicação