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As Cinzas do Velho

Publicada em : 20/03/2013

Texto do premiado dramaturgo norte-americano Kelly McAllister ganha primeira montagem no Brasil


Dois irmãos acabam de perder o pai e, a pedido dele, levam suas cinzas para que sejam depositadas na fogueira do festival Burning Man, um grande evento anual realizado no deserto de Nevada, nos Estados Unidos. Inseparáveis quando pequenos, mas afastados por episódios marcantes em suas vidas, viajam para cumprir essa tarefa. Bobby e Mike mal sabiam o quanto o pedido do pai transformaria o relacionamento entre eles. É neste contexto que se desenvolve “As Cinzas do Velho”.

A peça é o que se costuma chamar contemporaneamente de “dramédia” – uma mistura de elementos dramáticos e cômicos. Ora engraçada, ora comovente, a peça não pretende alcançar o riso gratuito, a qualquer custo, mas sim aquele que brota da observação das situações únicas que nascem de entroncamentos dramáticos. O relacionamento difícil entre os irmãos vai se complicando na medida em que os dois, por conta de um incidente com carro, ficam temporariamente presos num hotel de beira de estrada, sem qualquer forma de comunicação com o mundo exterior. Nesse fim-de-mundo, entram em contato com dois casais: os proprietários do hotel: uma mulher oprimida por um marido violento, e os hóspedes hippies que chegam alardeando seu folclore esotérico.

A história criada por Kelly McAllister se passa em um ambiente contemporâneo. Apesar do universo proposto pela direção e criado pela cenografia de Fábio Namatame sugerir o ambiente ríspido e seco das beiras de estrada americanas, o dramaturgo aborda uma das questões mais essenciais da experiência humana: o que estamos fazendo aqui? “Não fizemos uma adaptação para uma realidade brasileira, pois estamos acostumados com essa realidade geográfica americana”, explica o diretor Luís Artur Nunes que segue um princípio básico em seus trabalhos: respeitar o texto, não de forma servil, mas mantendo a qualidade do fluxo dramático procurando traduzir todo o universo presente na obra durante as cenas.

O conflito entre os dois irmãos fica mais acirrado no decorrer do espetáculo e esse crescente dá oportunidade para que velhos fantasmas familiares venham à tona.

Ficha Técnica
ELENCO - Alexandre Cruz, Marcelo Braga, Antoniela Canto, Lívia Camargo, Leandro Madeiros e Ricardo Ripa TEXTO Kelly McAllister TRADUÇÃO Geraldo Carrara DIREÇÃO Luís Artur Nunes ASSISTENTE DE DIREÇÃO Rodrigo Palmieri CENÁRIO E FIGURINO Fábio Namatame ILUMINAÇÃO Wagner Freire FOTOS E IDENTIDADE VISUAL Vitor Viera DIRETORA DE PRODUÇÃO Helena Weyne PRODUTORES ASSOCIADOS Alexandre Cruz e Marcelo Braga REALIZAÇÃO Cia. Filhos do Dr. Alfredo PRODUÇÃO GERAL DOIS CARAS PRODUÇÕES

Serviço
Temporada: até 2 de junho de 2013
Dias e horários: Sábados às 21h, domingos às 20h
Teatro União Cultural Brasil Estados Unidos - Rua Mario Amaral, 209, Paraíso, São Paulo (próximo a estação de metrô Brigadeiro na Av. Paulista)
Lotação: 285 lugares
Recomendação: 12 anos / Duração: 90 minutos / Telefone: (11) 2148-2904
Ingressos: R$ 40 reais no sábado (inteira – meia para idosos, estudantes e classe artística com apresentação de DRT) R$ 30 reais no domingo (inteira – meia para idosos, estudantes e classe artística com apresentação de DRT)
Acessibilidade a portadores de deficiência física / Estacionamento conveniado: Rua Teixeira da Silva, 560 – Paraíso, São Paulo, SP.

Fonte:Canal Aberto Assessoria de Imprensa