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Música e Dança no palco Anhangabaú

Publicada em : 04/05/2012

Palco Anhangabaú reúne orquestras e companhias de dança e une ao repertório erudito influências populares em obras clássicas e contemporâneas


O tradicional palco de dança e concertos da Virada Cultural estará, este ano, no Anhangabaú. Ele trará não somente as formações de música erudita e dança já consagradas e esperadas pelo público paulistano, mas uma seleção de atrações que mesclam a música erudita ao repertório popular de formas únicas. Há uma especial atenção a nomes que priorizaram esse tipo de diálogo, como o do maestro Heitor Villa-Lobos, homenageado em alguns dos espetáculos que passarão pelo palco entre sábado e domingo.

Nomes presentes nas edições passadas, como a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e Orquestra Experimental de Repertório fazem espetáculos especialmente para o evento. A Osesp terá regência também do maestro espanhol Eduardo Portal. Na dança, São Paulo Companhia de Dança (SPCD) e Balé da Cidade de São Paulo trazem suas mais recentes montagens. A SPCD traz a coreografia de Rodrigo Pederneiras para música do maesto Heitor Villa-Lobos, e o Balé da Cidade dança “Cidade Incerta”, de Lara Pinheiro e “Nos Outros”, do português André Mesquita.

Ainda na dança, Morena Nascimento, bailarina que já fez parte da companhia da alemã Pina Bausch, dialoga de forma profunda com a música do pianista Benjamin Taubkin num espetáculo inovador e sensível de viés biográfico.

Unindo erudito e popular, o Quinteto da Paraíba, se apresenta às 3h30 da madrugada de sábado para domingo. O conjunto faz música de câmara a partir de um repertório popular, que inclui compositores como Xangai e Capiba, já homenageados pelo grupo. O quinteto fez parte da trilha sonora do filme Central do Brasil, de Walter Salles Jr.

O diálogo com o popular aparece ainda com força especial no espetáculo Villa-Lobos Popular, interpretado por Gabriel Grossy (harmônica) e o pianista do Zimbo Trio Amilton Godoy (piano) às 15h de domingo, em novos arranjos de autoria dos músicos e também na Orquestra Sanfônica de São Paulo, às 7h da manhã de domingo.

Da Holanda, o The Piano Quartet se apresenta às 13h de domingo com uma formação que inclui importantes solistas européias.

Saiba mais sobre os artistas e espetáculos do palco Anhangabaú:

18h – Orquestra Sinfônica Municipal (OSM)
Com um espetáculo de aproximadamente uma hora, a orquestra irá apresentar um concerto que conta com obras dos compositores M. Mussorgsky (Uma Noite no Monte Calvo), Rimski-Korsakov (Capricho Espanhol) e Dvórak (Sinfonia nº 9, “Novo mundo”). A formação da orquestra remonta a 1921, mas foi só em 1949, com sua oficialização, que seus componentes passaram a ter estabilidade funcional. Diversos regentes do mundo já regeram a orquestra, entre eles, Rostropovich, Ernest Bour, Maurice Leroux, Dietfried Bernett, Kurt Masur e, entre os brasileiros, Armando Belardi, Camargo Guarnieiri, Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Sergio Magnani, além dos compositores Francisco Mignone, Villa-Lobos e Penderecki.

20h – “Cidade Incerta” e “Nos Outros” – Balé da Cidade de São Paulo
Nesta virada, o Balé da Cidade apresenta dois espetáculos recentes de seu repertório, “Cidade Incerta” e “Nos Outros”. Em “Cidade Incerta”, a proposta da coreógrafa Lara Pinheiro é se debruçar sobre a ideia de acúmulo de informações e experiências que retemos no corpo. Em “Nos Outros”, coreografia do português André Mesquita inspirada na obra de Fernando Pessoa, os movimentos falam da aspereza vivida nas grandes cidades. Nela, dançarinos engravatados interpretam ao som de ruídos. O Balé da Cidade foi fundado em 1968 com o nome de Corpo de Baile do Municipal. Sua proposta era acompanhar as óperas do Teatro e se apresentar com as obras do repertório clássico. Em 1974, sob a direção de Antonio Carlos Cardoso, a companhia assumiu o perfil de dança contemporâneo, que mantém até hoje.

22h – Bachiana nº 1 – São Paulo Companhia de Dança e Naipe de Cellos da Osesp
A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) apresenta nesta Virada sua coreografia mais recente, de autoria de Rodrigo Pederneiras sobre música de Heitor Villa-Lobos. A música será executada ao vivo pelo naipe de cellos da Osesp. O espetáculo estreou esse ano no teatro municipal de Piracicaba. Na coreografia, dividida em três movimentos, identidade nacional, romantismo e paixão são aspectos centrais. A SPCD foi criada em janeiro de 2008 pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Dirigida por Iracity Cardoso e por Inês Bogéa, tem como objetivo a produção e circulação de espetáculos referência e inéditos. Desde sua criação produziu quinze obras, sendo nove remontagens e seis inéditas.

23h – Um Diálogo entre a Música e a Dança – Morena Nascimento e Benjamin Taubkin
Nessa parceira, o reconhecido pianista e a dançarina que já fez parte do elenco da Tanztheater Wuppertal, dirigido por Pina Bausch, diluem as fronteiras entre as linguagens da música e da dança. Benjamin Taubkin e Morena se conheceram em Salvador e montaram um espetáculo em que falam de suas vivências pessoais. O trabalho foi concebido em agosto de 2010 e estreou no Centro da Cultura Judaica no mesmo ano.
Morena Nascimento é formada pela Unicamp em dança e, Benjamin Taubkin é instrumentista, arranjador, compositor, produtor e fundador da Associação Brasileira de Música Independente, além de membro da Orquestra Popular de Câmara.

01h – Banda Sinfônica do Exército
Criada em 2002 pelo então comandante do Exército General Gleuber Vieria, sua sede fica em São Paulo. Seu objetivo é fazer da música parte das atividades culturais do exército e difundir a música pela população. Seu Diretor Artístico-Musical e Regente, o Maestro Benito Juarez, é também fundador e Regente Titular do Coral da Universidade de São Paulo.

03h30 – Quinteto da Paraíba
Quinteto de cordas que se vale da técnica da música de câmara com o repertório da música popular. O grupo surgiu em 1989 como Quinteto Ravel e adotou o nome atual também para afirmar sua proposta de divulgar a obra de compositores nordestinos, com ênfase no movimento Armorial. É formado por professores da Universidade Federal da Paraíba e membros da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Seu repertório é bastante eclético, conhecido internacionalmente, e inclui desde tributos a compositores como Xangai, Capiba, trabalhos junto a músicos como Chico César e os violonistas do Duofel e a trilha sonora do filme Central do Brasil (de Walter Salles Jr.). Além de violoncelo e violinos, a formação conta ainda com viola de arco, rabeca e zabumbaixo, entre outros instrumentos.

13h – The Piano Quartet (Holanda)
O quarteto foi formado em Amsterdam pela cellista alemã Maike Reisener e pelos holandeses Tom Poster (piano), Clara Biss (violino) e Elisabeth Smalt (viola). Hoje, Reisener e Smalt continuam na formação, a qual se juntaram Cindy Albracht (violino) e a russa-holandesa Daria van den Vercken (piano), todas as quatro renomadas solistas européias.

15h – Villa-Lobos Popular – Gabriel Grossy e Amilton de Godoy
O projeto (que deu origem a um CD) foi criado como uma homenagem ao cinqüentenário do maestro Villa-Lobos. Com Amilton de Godoy (piano) e Gabriel Grossi (harmônica), a apresentação traz releituras de peças de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), cuja produção erudita tem como uma das principais características se basear em elementos da cultura popular, incorporando referências de canções folclóricas e indígenas, cantigas de roda e repentes do Norte e Nordeste. Nesse espetáculo, músicas como “O Trenzinho do Caipira”, “Bachianas Brasileiras nº 5”, “Festa no Sertão – Ciclo Brasileiro” e “A Estrela é Lua Nova – Canções Típicas Brasileiras” ganham arranjos especiais dos dois instrumentistas.

18h – Orquestra Experimental de Repertório
Fundada em 1990 por Jamil Maluf, seu atual maestro, a orquestra tem aproximadamente 99 músicos e faz parte do corpo estável do Theatro Municipal de São Paulo. A orquestra, que se apresentou na Virada Cultural de 2011 junto ao conjunto Sepultura, já teve em seu corpo mais de seiscentos jovens talentos ao longo de 20 anos. O nome “Experimental de Repertório” aponta, como uma de suas diretrizes, desenvolver um programa de execução de novas obras e raridades, além de abranger o repertório tradicional. Boa parte de suas apresentações são feitas sobre séries temáticas, como “Ópera Estúdio”, “Música em Cena”, “Cinema em Concerto” e “Outros Sons”, muitos deles incluindo espetáculos didáticos, destinados aos alunos da rede pública.

Fonte:Foco Jornalístico