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Centro de SP ganha maior obra a céu aberto do mundo e figura em três categorias do Guinness World Records

Publicada em : 02/09/2019

Com 15 murais em fachadas cegas, a obra ‘Aquário Urbano’ tem formato 360º e 10 mil metros de área pintada pelo artista Felipe Yung, o Flip


Uma viagem ao mar em meio ao concreto. Essa é a experiência promovida pelo ‘Aquário Urbano’, a maior obra urbana a céu aberto do mundo, com murais criados em 15 empenas, formando um 360º entre as ruas Major Sertório e Bento Freitas, na República. A obra é uma parceria entre o artista Felipe Yung, o Flip, há mais de 25 anos suas cores e formas pelo mundo por meio do graffiti, e o produtor cultural Kleber Pagú, que liderou projetos premiados.
A obra tem por objetivo a transformação de uma área degradada, a exemplo de Wynwood Arts District, em Miami (EUA) e Quinta do Mocho, em Lisboa (Portugal). A ideia é contribuir localmente com os esforços públicos e privados de revitalização da região central, promovendo integração social, empreendedorismo e turismo através da acessibilidade gratuita à arte urbana de alta qualidade.
A poluição está presente em 41 rios do Estado, impossibilitando atividades como pesca, lazer e transporte. “Precisamos cuidar das nossas águas, dos nossos recursos naturais. Só assim as cidades serão sustentáveis”, afirma Kleber Pagú. Dessa forma, o projeto reciclará parte dos seus resíduos, transformando latas de tinta vazias e outros materiais.
Guinness Book
O ‘Aquário Urbano’ é uma obra que já nasce com três recordes mundiais,  além de ser o maior graffiti mural do mundo, também é a maior obra freestyle e a maior instalação de realidade virtual, o que lhe garante 3 registros no Guinness World Records, sendo dois inéditos.
Hoje, com o primeiro mural concluído e o início do segundo, já é possível baixar o aplicativo Aquário Urbano no Play Store e aproveitar toda a experiência promovida pelos murais. É possível interagir com os animais, ouvir os sons e toca-los por meio de um cardboard. 
“É a primeira vez que a população poderá, de fato, interagir dessa forma com uma obra de rua. Nesse caso, são baleias, polvos, águas-vivas, enguias, peixes, arraias… Todo um universo que já estou acostumado a retratar e observo há muitos anos”, conta Flip.

Sobre Felipe Yung
Flip é um artista que fez seu nome nas ruas, onde há mais de 20 anos, espalha por onde passa seus traços e cores.Árvores nativas, erotismo, caligrafia urbana (tags e pixação), monstros, camuflagem e uma grande dose de cultura japonesa, entre elas a caligrafia (shodo) e as xilogravuras (ukiyo-e).  Essa mistura de influências traduziu-se em uma originalidade que garantiu que Flip tenha hoje reconhecimento no cenário nacionale internacional, transitando entre o underground, mainstream e mercado de luxo. Já trabalhou com Marcelo D2, Nike, Adidas, Puma, além da rede internacional Sushi Samba, presente nos EUA e Eur. Foi também um dos escolhidos para representar o Brasil em um evento cultural em Moscow e Londres a convite da Embaixada Brasileira. Os trabalhos do artista já foram expostos em Madrid, Barcelona, Las Vegas, New York, Los Angeles, Moscou, Londres, Osaka, Tóquio, Paris e Brasil. 

Sobre Kleber Pagú
Expertise de rua – de camelô a mascate – tornou-se produtor cultural do SESC, trabalhou na área comercial da BRF e Sanofi, e hoje é membro da Comissão de Assessoria de Assuntos de Arte de Rua da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Idealizador da recém-criada SP Galeria de Arte Urbana, projeto que integra a incubadora da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Produziu dezenas de painéis no Brasil e no exterior de artistas renomados, conquistando duas inserções no Guinness World Book.

Felipe Yung

Kleber Pagú

Fonte:Juliana Gattone