Cultura

Home/ Notícias Online/ Cultura/ A Zona Leste é o Centro

A Zona Leste é o Centro

Publicada em : 05/02/2018

Shows, debates e peças de teatro gratuitas no Sesc Itaquera

Divulgação
Sesc receberá o show poético-musical do coletivo Pretas Peri (3/2), show de Marco Antônio (4/2), a peça de teatro A Guerra (dias 4, 13 e 18/2),
bate-papo e exibição de videoclipes de rap (17/2), show com Dani Nega, Craca e Dispositivo Tralha (18/2) e peça de teatro O Rolezinho Boitatá (24/2)

Localizado em uma reserva ambiental e ocupando uma área de Mata Atlântica com mais de 350 mil m², o SESC Itaquera continua, em fevereiro, a série de atividades culturais que compõem o projeto A Zona Leste é o Centro, com shows, apresentações de teatro, saraus e mostra de videoclipes.

Trata-se de uma série de ações representativas da estética da periferia e universal dos grupos e artistas da zona Leste da cidade, que extrapolam as margens da cidade e influenciam o repertório cultural de toda a população. A proposta do evento é abrir uma oportunidade de contato direto entre público e quem produz arte e cultura na região Leste de São Paulo.

Confirma a programação completa abaixo:

Show Poético-Musical – Pretas Peri
Com Jô Freitas, Juliana Jesus e Tayla Fernandes
Dia 3 de fevereiro, sábado, das 15 horas às 16h30
Na Praça de Eventos. Livre
As poetas do coletivo Pretas Peri - Jô Freitas, Juliana Jesus e Tayla Fernandes - convidam músicos e mesclam sua poesia numa brincadeira rítmica entre corpo, música e poesia.
Pretas Peri é um coletivo formado por mulheres negras e periféricas que tem como eixo a arte periférica, seu empoderamento e a cultura negra. Suas poesias de resistência e denúncias promovem um resgate da ancestralidade.


Show – Azul e Branco
Com Marco Antonio - Velha Guarda Musical Da Nenê De Vila Matilde
Dia 4 de fevereiro, domingo, das 16 horas às 17h15
Na Praça de Eventos. Livre

Um dos principais nomes do samba paulista, Marco Antônio nasceu em São Paulo, no bairro de Cambuci, e ingressou no samba em 1972, na Escola de Samba Mocidade Alegre, onde permaneceu até 1984. Em 1985 foi para a Nenê de Vila Matilde e de lá não mais saiu. Foi o compositor de vários sambas enredos, como Tributo a Uma Época (1975) e Narciso Negro (1997).

É presidente da Ala de Compositores da Nenê de Vila Matilde e formou em 2002 a Velha Guarda Musical da Nenê. Marco Antônio batalha pela valorização e preservação da memória da escola. Neste show, o artista apresenta obras autorais, que, além de retratarem o cotidiano e as peculiaridades da vida no samba e na periferia, difundem o grande orgulho de ser da Vila Matilde.


Teatro - A Guerra
Com Núcleo Teatral Filhos da Dita
Dia 4 de fevereiro, domingo, das 13h30 às 14h30
Dia 13 de fevereiro, terça, das 13h30 às 14h30
Dia 18 de fevereiro, domingo, das 13h30 às 14h30
Na Praça de Eventos. Livre

Três soldados partem para a guerra e, no caminho, esquecem quem é o inimigo. A partir dessa constatação, o espetáculo apresenta cenas que revelam ao público o absurdo de guerras invisíveis vividas cotidianamente.

Num campo de batalha que se transforma constantemente, atrizes e atores representam diversos personagens e situações que se interrelacionam, trazendo à tona um mundo onde a espetacularização da violência, impulsionada pelo desejo de poder, ganância e interesses privados, aliena e desumaniza o homem, separando-o da vida.


Bate-papo – Olho no Corre! Audiovisual e representatividade
Com Débora Garcia, Joyce Prado, Dory de Oliveira e Correria
Dia 17 de fevereiro, sábado, das 16h30 às 17h
Na Praça de Eventos. Livre

Neste bate-papo, as convidadas Débora Garcia, Joyce Prado, Dory de Oliveira e Correria debatem, junto com a diretora Joyce Prado, sobre o processo de realização audiovisual na região e as questões que a atravessam em temáticas como gênero, raça, sexualidade e as vivências na Zona Leste.


Exibição de Videoclipes – ZL no corre!  - Mostra de Videoclipes
Dia 17 de fevereiro, sábado, das 15h30 às 16h30
Na Praça de Eventos. Não recomendado para menores de 12 anos

A Mostra de Videoclipes ZL No Corre! apresenta uma programação com 13 videoclipes de músicos ou realizadores da região.

Esses trabalhos estão imersos em um ambiente relacional que por meio da linguagem audiovisual incorpora discussões cotidianas desse espaço geográfico e suas demandas cotidianas. O artista e o público se misturam com a paisagem da periferia e integram a história desse local a partir de identidades multifacetadas de gênero e raça, que se desdobram em investidas políticas de representatividade.

Na megalópole, em que a diferença é criação e resistência, estar na periferia torna-se cenário de atos de concentração e dispersão poética e geográfica. Nos trânsitos de um lado a outro, a periferia não é mais borda de um referente, é protagonista na construção de seus próprios modos de viabilização e circulação de conteúdos para garantir sua representatividade em um cenário urbano de desigualdades.


Repertório

• Pretas Panteras, Débora Garcia, direção de Joyce Prado, 2017, Brasil, 4'.
• Blasfêmea - Linn da Quebrada, direção de Linn da Quebrada e Marcelo Caetano, 2017, 10'18", Brasil
• Dona, Gloria Groove, direção de João Monteiro, 2016, Brasil, 3'19"
• Mãe Preta - Tati Góis, direção de Tati Góis, 5'58", Brasil
• Doméstica - A.R.P, direção de Leo Pontes Filmes, 5'16", Brasil
• Forasteiro da Rua - Priscilla Feniks, produção de Leo Ponte Filmes, 4'10", Brasil
• Anarquia Plena - Issa Paz, direção de Jay L e Issa Paz, 3'43", Brasil
• Das Preta - Dory de Oliveira, direção de Talita Brito, 2'48", Brasil
• Gueto - Viegas, produção Coleta Filmes, 5'14", Brasil
• Cirand'alma - Gabi e os Supersônicos” (Dir.: Paulo Marques Junior. BRA, 4'19");
• Corpo - Rodrigo Ciampi, direção de Marina Decourt, 4'20", Brasil
• Cê vai lembrar - Edu Sereno, direção de Cleiton Tiburcio, 4'58"
• Zona Leste - Correria, direção de Murilo Guerreiro, 3'15", Brasil


Show – Dani Nega, Craca e o Dispositivo Tralha
Dia 18 de fevereiro, domingo, das 16 às 17h15
Na Praça de Eventos. Livre

Dani Nega e Craca fazem a fusão do rap, como palavra falada, com o eletrônico multicultural e experimental. Craca é incorporado por Felipe Julián, músico, produtor musical e artista visual. Felipe adapta e substitui instrumentos convencionais por criações suas de dispositivos eletrônicos, em constante pesquisa pela interface ideal. Dani Nega é atriz e MC, moradora do Jardim Imperador, na Zona Leste de São Paulo, e traz a música negra pulsante em sua origem e a palavra como motriz para expressão.

Com trabalhos independentes e carreiras individuais, a junção resultou no primeiro e premiado álbum Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha, um manifesto musical político, poético e dançante. O som eletrônico multiétnico de Craca é a base para as rimas e o claro discurso de Dani Nega, que fala sério sobre violência contra as mulheres, racismo e outras tantas temáticas político-sociais, deixando espaço ainda para o amor e poesia. O grupo foi vencedor do 28º Prêmio da Musica Brasileira na categoria especial Álbum de Música Eletrônica.


Teatro - O Rolezinho Boitatá
Com Dolores Boca Aberta
Dia 24 de fevereiro, sábado, das 15 às 16h15
Nas Quadras Externas 1 e 2. Livre

Um monstro com olhos de fogo suga toda água da floresta e concede goles d'água aos animais em troca de seus olhos. A fábula carnavalizada pelo Coletivo Dolores opera a metáfora do monopólio das riquezas e da cegueira social como características inseparáveis de um monstro, o Boitatá. Diferente das lendas brasileiras, em que o boitatá surge como defensor de florestas, nesta aparição ele será a representação de uma relação social hegemônica, que domina tudo e todos.
Por meio de alegorias, coros cênicos e ritmos carnavalescos, o grupo apresenta o monstro e busca maneiras de destruí-lo. O Rolezinho Boitatá apresenta periféricos prisioneiros de um sistema fazendo festa na boca da fera, encenando a complexa relação de ser parte vital de algo que os devora.

Com 16 atores em cena, este trabalho marca a volta do Dolores com grandes elencos. A peça é resultado de uma longa pesquisa envolvendo a Trilogia da Necessidade (último trabalho do grupo composto por três peças com elencos menores) e o bloco carnavalesco do coletivo, o Unidos da Madrugada.

A Mistura de sambas-enredos e encenações teatrais compôs o processo de pesquisa outrora denominado Rolezinho Político-Carnavalesco, parte embrionária da obra que agora vêm a público. Com o Rolezinho Boitatá, o grupo chega em uma nova fase da composição alegórica e carnavalesca da linguagem teatral doloriana.



Sesc Itaquera - Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000, Itaquera. Funcionamento: De quarta a domingo, das 9h às 17h. Acesso à unidade: Grátis. Estacionamento: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 24 (demais frequentadores). Telefone para informações: (11) 2523 9200. Transporte Público Sesc Itaquera: Metrô Itaquera – 7200m / Terminal São Mateus – 5200m.
Divulgação

Fonte:ARTEPLURAL