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Os 3 Mosqueteiros

Publicada em : 22/01/2018

Venha conhecer as aventuras dos fiéis amigos

Divulgação
O espetáculo se justifica simplesmente pelo fato de se elaborar uma adaptação única que traga a obra “Os 3 Mosqueteiros” para a realidade de crianças e jovens na faixa dos seis aos quinze anos e que, por outro lado, interesse também aos adultos.
O ponto central é criar uma adaptação que seja um ponto de reflexão ao mundo no qual o público alvo está inserido, principalmente aquele da intermediação digital das relações humanas e aqui se lê:  Whats App, You Tube e Pokémom.  Mostrar que o universo descrito por Alexandre Dumas é do contato humano que implica em paixões, ódios e, também, amizades. Mostrar que esse universo, inclusive o uso da linguagem da tradução na 2ª pessoa do plural, vós, algo em absoluto desuso nos dias de hoje), pode representar um novo convívio entre as pessoas, provavelmente, mais sincero e caloroso.

Todavia, a proposta não se deseja dar lições de moral ou ser um espetáculo didático e de afirmar que o presente está errado e o passado, correto. A adaptação, além de se deter na capa e espada do Século XVII, cria uma hipérbole da era digital, fazendo uma projeção do mundo de hoje para o Século XXII, época em que as pessoas sequer saem de casa sem o auxílio de um aparelho chamado de LEC (um trocadilho com CEL – abreviatura de celular).

A necessidade do futuro, o qual realmente não podemos afirmar como será, foi para falar dos dias de hoje: - das famílias em restaurantes com as caras enfiadas em seus telefones móveis; do menino que caiu da passarela do Memorial da América Latina atrás de Pokémons e quase morreu; dos acidentes de trânsito causados por trocas de mensagens, entre outros eventos. Por outro lado, é óbvio que o encanto do digital fascina a todos e o aqui não se busca simplesmente dizer que “nos tempos dos Mosqueteiros as pessoas eram mais felizes”, mas criar um diálogo entre épocas, cruzando os aspectos sociais, culturais, econômicos e pedagógicos inerentes a qualquer sociedade.

O objetivo é mostrar que com e além do digital pode haver alegria, divertimento e muito rock and roll que é uma das tônicas dessa adaptação. Justifica-se tal estratégia pelo fato de ser o rock and roll o tipo de música que melhor expressa as disputas e os sentidos extremados da juventude.

Mas no meio do caminho surgiu uma vontade do Núcleo de sair da “taverna” e circular por teatros na grande SP, assim, a ideia de criar um projeto menor, não em termos artísticos, mas de equipe e indumentária, foi aparecendo nas reuniões e ensaios e a vontade de adaptar “Os Três Mosqueteiros” agora se tornou real.

A proposta com este projeto é ainda se trabalhar com as técnicas da interpretação com a máscara, que desde o nascimento do Núcleo se tornou vertente central da pesquisa cênica da Cia, a pesquisa com a música narrativa ao vivo, sem perder a ideia de uma encenação baseada no teatro de grupo vivenciada por volta de 1500 na Europa, acessível a todos, democrática e popular.

ideia de uma encenação baseada no teatro de grupo vivenciada por volta de 1500 na Europa, acessível a todos, democrática e popular.

O foco é fazer uma analogia com as aventuras dos fiéis amigos mosqueteiros com a vida dentro de uma taverna, com as problemáticas sociais e humanas análogas às do clássico de Dumas. Nossa história é dividida em dois tempos, um pós-contemporâneo, mais exatamente no ano de 2077 e outro nos tempos dos famosos mosqueteiros, em 1640.

Dessa forma a cada transição temporal tudo se transforma: cenários, figurinos, máscaras e iluminação. Tudo está à disposição da narrativa que busca dar vida às palavras de Alexandre dumas em tempos e culturas diferentes. Aqui a trajetória dos famosos amigos se torna atemporal, dando significado à vida de qualquer um que entre em contato com a história. 

A Própria linguagem é separada por suas características, de um lado uma língua quase irreconhecível devido às mudanças de linguagem propostas pelo tempo e dinâmica da língua moderna que se entrecruza com a agilidade da tecnologia e da rapidez do mundo; de outro, também quase irreconhecível, uma linguagem mais rebuscada, com frases longas e cheias de imagens. Uma linguagem já esquecida nos dias de hoje e que sobrevive apenas nos livros e nas antigas declamações.

A encenação visa continuar a pesquisa de Juliano Barone com o teatro para família, buscando referência que agradem as crianças, os jovens e os adultos, alunos/professores, atores e espectadores.  Agora com oito atores, dramaturgia de Fernando Rangel, direção musical de Wagner Passos, Cenário e Figurino de Kleber Montanheiro e Victória Moliterno, confecção de máscaras e bonecos de Jair Correia a encenação prevê um espetáculo rico em imagens, alegre e musical para mostrar ao público a importância da fidelidade entre amigos, na luta pelos nossos direitos e na crença de um mundo melhor.

TEATRO DR BOTICA - Shopping Metrô Tatuapé – Praça De Alimentação. Rua Domingos Agostim, 91. Tatuapé, CEP 03314-030.
DATA: DE 10 A 25 DE MARÇO
HORÁRIOS: SÁBADOS E DOMINGOS, 14h.
CLASSIFICAÇÃO: Livre
INGRESSOS: R$ 40,00 (Inteira) | R$ 20,00 (Meia)



Fonte:BRAIN +